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Crítica do filme - 'O Porto'

O representante da Finlândia, na tentativa de conseguir uma vaguinha no Oscar, trás um tema que já vimos nas salas de cinema esse ano, a problemática da imigração. Reunindo um elenco experiente e com uma condução do diretor finlandês Aki Kaurismäki bastante interessante, ‘O Porto’ tem muitas chances de ser indicado ao Oscar esse ano.

Na história, Marcel Marx um homem na faixa dos 60 anos de idade, vive uma vida simples trabalhando como engraxate, mora com sua mulher e sua cadelinha Laila. Sua pacata vida muda completamente com a chegada de Idrissa, um jovem imigrante ilegal que está precisando de ajuda para fugir da polícia que está atrás dele. Marcel e seus vizinhos decidem ajudá-lo a encontrar um familiar que mora em outro país e para isso enfrentam a força policial e o Comissário Monet que está encarregado do caso.

Uma relação paternal é vista pelos espectadores desde o início. Entre um cigarro e outro, o personagem principal dá a impressão de não se importar com o mundo até a chegada de Idrissa. Essa relação realmente muda essa primeira impressão. O longa é muito parecido, sua trama, com a produção italiana (que também tenta uma vaga entre os cinco filmes no Oscar deste ano) ‘Terraferma’.

O Comissário Monet é o personagem mais intrigante de toda a trama. Ele fica com um abacaxi para descascar quando o prefeito da cidade pede para ele ser o encarregado em achar o imigrante que fugiu do contêiner. Não sabemos se ele vai ou não ajudar em algum momento, deixando todos surpresos com o papel dele no desfecho da história. É uma ótima interpretação do ator francês Jean-Pierre Darroussin.

Mais nem tudo são flores, a lentidão e um certo vazio em algumas sequências podem atrapalhar a interação com o espectador.

É um prato cheio para todos que curtem os filmes denominados ‘cults’ e esse vem com uma novidade, um Rock and Roll idoso sensacional. Corra e confira! Dia 20 de janeiro nos cinemas!

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