segunda-feira, 26 de março de 2012

Crítica do filme - 'Espelho, Espelho Meu'

Espelho, Espelho Meu existe alguém mais bonita que ‘Uma Linda Mulher’? Sim, a filha do Phil Collins! Dirigido pelo indiano Tarsem Singh, o primeiro dos filmes desse ano que falam sobre o universo da Branca de Neve (parece até que o personagem foi escolhido como conto infantil do ano), é uma visão maluca, porém, muito divertida desse clássico.

Na trama, uma princesa que já conhecemos de outros carnavais, resolve sair da fortaleza em que vive dominada por uma rainha cruel. Abandonada e em fuga, corre pela floresta sem destino, até conhecer sete anões (bem diferentes daqueles de outrora). Aos poucos vai virando líder dos pequenos ladrões mascarados, combatendo as ações maléficas da governante da região.

As atuações carismáticas ajudam a criar uma sintonia com o espectador.

A inglesa Lily Collins (filha do famoso músico Phil Collins) passa uma paz e uma tranqüilidade própria da personagem, famosa dos contos infantis. A protagonista Branca de Neve quando sai do casulo vestida de ‘chapeuzinho amarelo’ cresce na história mas é ofuscada pela grande atuação da intérprete da rainha. Em alguns momentos, mesmo nas cenas com o foco na Branca de Neve, quando Julia Roberts não está em cena, o filme parece que não anda.

Nathan Lane interpreta Brighton, o braço direito da rainha má. O famoso ator, que dá um show em “A Gaiola das Loucas” (ao lado de Robin Williams), parece improvisar muitas vezes e a fórmula dá certo em muitos momentos. Quando aparece vestido de barata gera risos de todos da platéia.

Armie Hammer (que foi muito elogiado pela crítica por sua atuação no filme “J.Edgar”) faz um príncipe bobão (bem exagerado), às vezes acerta com o personagem, outras vezes não.

Julia Roberts foge do rótulo de boazinha e rouba o filme para si. Uma rainha falida que exala loucura a cada momento, sua personagem é excêntrica e adora fazer uso de magia negra em alguns momentos, além de receber um tratamento de beleza bizarro com direito a creme facial feito de bosta de papagaio. É um dos melhores trabalhos da carreira da Srta. Roberts. Ótima atuação da ganhadora do Oscar que encontra o ponto certo da personagem se tornando o grande destaque do longa, que tem o roteiro de Melissa Wallack e Jason Keller.

Tudo no filme é muito cheio de efeitos e extravagância. Cenários programados, figurino requintado, corajosos anões em pernas de pau infláveis (às vezes, parece um show circense) muitos diálogos engraçados e uma aparição de um rei no mínimo curiosa (por conta do sucesso do mesmo no mundo das séries). Importante é que a fita diverte e promete agradar a todos os tipos de público.

Nos créditos finais, o espectador vai às gargalhadas ao saber os desfechos dos corajosos anões. Ainda, nesse momento quando sobem as letrinhas, um ‘gran finale’ à La Bollywood os aguarda.

Não deixem de conferir essa nova versão, daquela famosa historinha, que escutávamos quando éramos pequenos. Indicado para toda família!

2 Postagens cinéfilas:

Concurseiro do TJGO disse...

crítica mentirosa...

O filme é um lixo em tudo, vergonhoso, e até constrangedor para quem assiste, uma merda em todos os sentidos...

Pare de escrever críticas mentirosas.

Thainá Hey disse...

Indicado para toda família que contenham somente crianças de menos de 5 anos sentadas no sofá assistindo, por que o filme em si não é legal. É muito infantil comparado com branca de neve e o caçador. Para o publico infantil é ótimo mas no meu caso é ruin mesmo!

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