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Crítica do filme - 'Fúria de Titãs 2'

Em tempos de guerra, se você tem poder então você tem dever.  Seguindo essa linha de chamada de guerreiros que estavam aposentados temos o pontapé do novo trabalho do Sul-Africano Jonathan Liebesman (“Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles”), “Fúria de Titãs 2”.  Na eminente guerra, onde Deuses e homens são afetados, quem acaba sofrendo é o público com atuações muito fracas e uma história apenas superficial.

Na história da era mitológica, Perseus, filho de um Deus (Zeus, que possui uma barba ao melhor estilo Gandalf) vive tranquilamente como pescador cuidando do filho em um vilarejo longe dos Deuses de outros filmes. Quando seu pai é capturado por dois ‘amigos’(Hades e Ares se juntam aos titãs contra a raça humana), galopando em seu pégasus, Perseus vai em busca da ajuda para a grande batalha, de Agenor (filho de Poseidon) e Andrômeda (uma bela guerreira) gerando muita ação em terceira dimensão. Enfrentando traições de Deuses, gigantes com apenas um olho (carinhosamente chamados de Cyclops), monstros com chifres que soltam uma baba bem melequenta, o filho de Zeus busca seu objetivo.

Algumas coisas incomodam. O cenário da grande batalha parece um labirinto construído com peças de lego que vão se encaixando e se modificando conforme o trio de guerreiros vai avançando no local. Outro fator que chama a atenção são os decibéis que chegam algumas cenas com muita gritaria em foco, parece que você está assistindo um jogo da Sharapova.

Os guerreiros que usam sandálias tem atuações bem fracas o que provocam no público um afastamento maior ainda da história.

Jake Sully, desculpe-me...Perseus, é interpretado por Sam Worthington. Ainda precisa demonstrar mais talento para viver protagonista, mas tem carisma, isso ajuda muito.

Zeus e seu dom mágico de gerar ‘hadoukens’ é figura poderosa na trama. Pena que Liam Neeson tinha um roteiro muito ruim em suas mãos.

A inglesa Rosamund Pike dá vida à Andrômeda. Não se encontra no papel em momento algum, corre um sério risco de concorrer ao framboesa de ouro do ano que vem. A atuação de Toby Kebbell também é terrível. Não consegue se conectar com a história quase nunca, tem apenas alguns lapsos de falas interessantes para à trama, tenta a todo instante ser o elo da ação com a comédia (fórmula que não dá certo) nesse longa que tem o roteiro assinado por Dan Mazeau e David Johnson.

Pode ser até que vire um grande jogo de vídeo game mas como filme deixou, novamente, muito à desejar.

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