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Crítica do filme - 'Heleno'

'Heleno' (Créditos: Daniel Behr - Divulgação)

O novo trabalho do diretor José Henrique Fonseca conta a trajetória (para muitos desconhecida) de um polêmico jogador de futebol do passado, um craque que marcou uma época, do tempo em que boleiros usavam grandes cordões de ouro por baixo dos mantos sagrados que vestiam, assim surgira Heleno. Com um roteiro um pouco confuso mas com uma ótima atuação de Rodrigo Santoro, que dá vida ao polêmico esportista, “Heleno” já pode ser considerado um dos melhores filmes nacionais do ano.

O longa mostra um pouco da história do craque do Botafogo, Heleno de Freitas. Um esportista mulherengo e metido que vivia intensamente dentro e fora dos gramados. Viveu um triângulo amoroso com duas belas jovens e, de tão intenso as duas relações, não conseguimos definir quem ele mais amava: ele mesmo ou as mulheres de sua vida. Dinheiro, brigas, mulheres, glamour e uma personalidade muito forte compuseram a fórmula explosiva que o levou a um desfecho infeliz.
Fica muito bonito na tela o Rio de Janeiro em Preto e Branco, sim o filme é todo em P & B! A decisão corajosa do diretor não poderia ter sido mais certeira. As idas e vindas ao passado e presente do jogador ajudam a contar essa história, porém, em algumas partes confundem um pouco o espectador, mas não é algo tão maçante e pode ser facilmente superado pelo olhar atento cinéfilo.  

É um dos melhores trabalhos de Rodrigo Santoro no cinema. Domina o excêntrico personagem do início ao fim da trama. Por trás dos óculos escuros (acessório muito utilizado pelo protagonista) vemos o grande trabalho corporal que o experiente ator brasileiro teve. Comove o público, já na parte de decadência de seu personagem, mostrando o final de vida triste daquele homem que um dia foi considerado um dos melhores jogadores de futebol do Brasil.

Alinne Morais com sua voz marcante faz Silvia uma das grandes paixões da vida de Heleno. Uma interpretação muito interessante da bela atriz, merece elogios. A sensual atriz colombiana Angie Cepeda interpreta uma cantora que acaba sendo uma das partes do conturbado triângulo amoroso que mostra a trama. Tem cenas picantes, muito bem filmadas, com o personagem de Santoro, que foi um dos primeiros jogadores a dar uma entrevista na rádio.

Gols, cinturinhas e cadillacs. Você não pode perder essa história do homem que raramente tirava o cigarro da boca (geralmente cigarros duplos) que, mesmo assim, encontrava fôlego e levava multidões aos estádios. Dia 30 de março em muitas salas de cinema por todo o Brasil.

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