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Crítica do filme: 'Jogos Vorazes'

O novo trabalho do americano Gary Ross (“Seabiscuit - Alma de Herói”) promete levar uma legião de fãs para dentro dos cinemas. Estamos falando de “Jogos Vorazes” o primeiro longa de uma saga que conquistou o mundo jovem, recentemente. Para não deixar nenhum fanático pela trama insatisfeito, foi escolhida para dar vida à protagonista, uma atriz que transpira competência, Katniss não poderia estar em melhores mãos, Jennifer Lawrence. A trajetória da arqueira passa por um evento planejado, um programa de entrevistas daqueles bem sensacionalistas (que vemos muito na TV brasileira e americana), visuais extravagantes e diálogos programados que inflamam o público. O filme tem muitas semelhanças com “Show de Truman”, não há como negar.

A saga é situada em um futuro onde o poder governante seleciona um menino e uma menina de doze distritos para lutarem até a morte, em uma espécie de arena, ao vivo na televisão. Após sua irmã mais nova ser selecionada para a batalha, Katniss Everdeen se oferece para ir no lugar dela. Ao seu lado, embarca nessa história Peeta Mellark, com que Katniss já teve uma situação no passado.  Ambos são peças em um jogo desleal e lutam não só pela sobrevivência mas para não se transformarem como pessoas. Levando o número 12 nas costas, Katniss embarca nessa aventura que mudará para sempre sua vida e a de seu distrito.

O olhar de Jennifer Lawrence trás muita humanidade à personagem. Um dos grandes acertos da produção do longa foi a escolha dessa artista americana (já, uma vez, indicada ao Oscar) para o papel principal. Ótima atuação, mais uma vez, dessa talentosa jovem de 21 anos. Os fanáticos pelo livro de Suzanne Collins não vão ter o que se queixarem, Lawrence incorpora com perfeição a corajosa Katniss Everdeen.

O resto do elenco também brilha e exageram na composição dos personagens. Nesse caso o “exagero” é uma coisa positiva!  

Elisabeth Banks, maquiada até o pescoço, provavelmente mais enfeitada que os músicos da banda “Kiss”, tem alguns momentos hilários na trama. Donald Sutherland engrandece o elenco e pelo final desse primeiro filme, terá papel importante na sequência da franquia. Wes Bentley interpreta o impiedoso Seneca Crane, praticamente quem manda e desmanda nos “Jogos Vorazes”, tem um desfecho, no mínimo, inusitado. Stanley Tucci e seu cabelo “Katy Perry” aparecem em muitos momentos, geralmente entrevistando os protagonistas em “Talk Shows” que conhecemos muito bem. O ótimo Woody Harrelson dá vida ao personagem Haymitch Abernathy (um dos poucos que já venceu aquela árdua disputa), bem excêntrico e com momentos importantes para a história. Excentricidade é sinônimo do veterano ator, dá um show em cena. Quem aparece também é o cantor Lenny Kravitz, como Cinna, o estilista da dupla do Distrito 12, não compromete em momento algum.

A adaptação deixa um pouco a desejar na introdução dos personagens. Tudo é passado de maneira muito rápida, deixando vagas, lacunas importantes para o espectador que não conhece a história. O filme ganha muito em emoção quando a disputa na floresta começa, deixando o público atento a tudo que acontece em cena.  

Robin Hood, Legolas entre outros arqueiros famosos do mundo da sétima arte estariam orgulhosos da jovem Srta. Everdeen. Será que Gandalf arrumaria uma vaguinha para ela na próxima jornada em busca de outro anel?

A partir do dia 23 de março corra para o cinema mais próximo! Que os jogos comecem!



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