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Crítica do filme: 'Poder Sem Limites'

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Parafraseando o Tio Ben (paralelo ao “Homem-Aranha”), começamos falando desse filme muito interessante que fala sobre  juventude, imaturidade e poderes, propriamente dito.  O primeiro longa metragem do diretor californiano Josh Trank, surpreende por mostrar de maneira inteligente (muitas vezes com a câmera nas mãos dos personagens) como seria à conseqüência de alguns jovens com poderes fantásticos.

Na trama, três amigos que estão cursando o ensino médio, ganham super poderes depois de descobrirem um buraco onde encontra-se uma pedra luminosa que passa essas novas habilidades aos jovens. Após muitas demonstrações animadas dessas novas habilidades, eles descobrem que suas vidas acabam mudando de foco e automaticamente, um deles em especial, começa a perder o controle emocional abraçando seu lado mais escuro.

O filme é bem curto, um pouco mais de uma hora e vinte de fita, e mantém o foco, a todo instante nos três personagens principais: Matt Garetty, Steve Montgomery e Andrew Detmer. O primeiro é um garoto apaixonado desde sempre por Casey (uma blogueira que aparece pouco no filme), muito inteligente e que faz menções que vão de Arthur Schopenhauer à definição psicológica analítica de Jung. O segundo é o mais popular do trio, sendo o candidato à representante de turma, fica muito entusiasmado com as novas habilidades, sendo o primeiro a descobrir que pode voar. O terceiro é o mais complicado de todos, aos olhos de Andrew vemos um mundo caindo aos pedaços, já que o mesmo não tem muitos acertos nas suas relações sociais, assim fica eminente: o poder nas mãos de um desequilibrado gera conseqüências terríveis.

Não deixem de conferir a saga desses amigos que precisam conviver com muitos dilemas, que nem muitos super heróis.


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