sexta-feira, 27 de abril de 2012

Crítica do filme: 'Um Homem de Sorte'


Quem nunca sonhou em ir atrás do seu destino? Em mais uma adaptação para o cinema de uma obra do escritor Nicholas Sparks, dessa vez, temos a busca do protagonista por um caminho, um lugar. Dirigido pelo cineasta africano Scott Hicks,Um Homem de Sorte”, tem intensos clichês que são inclusos na falta de “alma” ao sentimento verossímil dos personagens.

Na trama, que começa ao melhor estilo “Falcão Negro em Perigo”, um fuzileiro naval (Zac Efron) chamado Logan, após alguns incidentes trágicos em batalhas, viaja para casa depois de cumprir seu tempo de serviço no Iraque. Totalmente abalado pelo ocorrido, resolve viajar (a pé, diga-se de passagem) até a cidade onde vive uma mulher desconhecida (Taylor Schilling) que ele acredita ser seu amuleto de sorte durante sua passagem pela guerra. Assim, o protagonista acaba se envolvendo com a moça, o que deixa o ex-marido dela bastante furioso. A revelação da obra do destino mexe com todos, reproduzindo um novo capítulo nessa história.

O longa não foca no triângulo amoroso formado. A mulher aterrorizada pelo ex-marido com um ‘network afiado’ e deveras violento que a ameaça com a possibilidade de pedir a guarda do filho deles a todo instante. E como quase todo filme tem que ter um vilão, o papel do mesmo é muito bem definido nas sequências, o ex-marido irritadinho do novo amor do protagonista. Já sabemos como começam e terminam as histórias de Sparks, não há muito mais surpresas nas tramas sofridas, com alta carga emocional envolvida.

O papel principal, do fuzileiro naval de 25 anos, fica com o jovem Zac Efron. Seu personagem tenta responder a questão: “Porque tantos morreram e ele sobreviveu a guerra?”. Logan é triste, com um olhar deprimido que após sair do exército vai de encontro ao anjo que achou em meio ao inferno de uma guerra. 
Tem uma peculiaridade, gosta de andar (e faz isso o filme todo), assim, chega ao seu destino. Zac, às vezes, parece robótico e apenas em alguns lampejos chega ao ápice com seu personagem. É válida a tentativa do artista californiano ao pegar um papel muito profundo, só assim poderá fugir do rótulo daquele famoso musical adolescente de que fez parte.

É o tipo de trabalho que muitos vão gostar, por isso, para você que curte histórias triviais de amor e eternos clichês do gênero, vá conferir e tire suas próprias conclusões. 

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