Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Judas Kiss'


Mude seu passado, mude seu futuro. Com essa proposta, “Judas Kiss”, busca inovações e originalidade misturada com sequencias calientes e uma proposta voltada à sexualidade. Pena que o roteiro chega a ser pífio e completamente insano tornando o filme muito desinteressante em muitos momentos. Destaque mesmo vai para a ótima trilha sonora, muito bem encaixada nas sequências.

Na trama, somos apresentados a um cineasta homossexual, adorador de telhados, que tem a inusitada oportunidade de voltar a uma época muito dramática para ele e assim tentar mudar o rumo de sua história. Cheio de idas e vindas (no andamento dessa louca história), o longa tenta focar na problemática adolescente e em como decisões tomadas nessa época da vida influenciam uma pessoa para o resto de sua existência.

Metaforicamente, aos poucos, vai se tornando uma terapia e uma descoberta profundamente pessoal. O público fica perdido em meio ao tumultuado roteiro. Às vezes, parece que o filme pede a opinião do espectador para o que vamos ver a seguir, uma espécie de “Você Decide”, é quase que proposto isso, deixando o público perdido em qualquer análise que faça. Quando descobrimos que o personagem dorme com ele mesmo jovem (O que Freud acharia disso?) o espectador tem uma leve vontade de ir jogar futebol, ler um livro ou ver outro filme.

Com o cigarro frequente nas mãos percebemos que o personagem principal não está feliz com a vida que leva, festas e reabilitação são tudo o que resume a carreira desse profissional ligado à sétima arte. Mas a ‘volta no tempo’ desse homem explica, por meios bem confusos (diga-se de passagem), o porquê dele estar naquele estado. Uma adolescência perturbada, cheia de problemas e um problema com o “O Beijo de Judas” que mudou para sempre o rumo de sua vida.

Já no meio do filme o público se pergunta: Quem é Danny Reyes? Ao final, não sabemos responder. Tudo é tão confuso, tudo é tão complicado. De boas intenções o mundo do cinema está cheio, de filmes bons nem tanto.

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...