terça-feira, 8 de outubro de 2013

Crítica do filme: 'Rota de Fuga'

Reunindo os dois maiores astros de filmes de ação das últimas décadas, o diretor Mikael Håfström – do ótimo filme suspense O Ritual – cria um universo próprio de destruições e brigas que gira em torno de um homem que passa mais tempo dentro das prisões do que fora. Lembram de Fuga de Alcatraz (1979) e um Sonho de Liberdade (1995)? Esse novo filme da dupla Sylvester Stallone (Alvo Duplo), Arnold Schwarzenegger (O Último Desafio) segue a mesma linha destes clássicos com o diferencial negativo de ser um filme totalmente pipoca que comete terríveis deslizes no seu fraco roteiro.

Em uma trama cheia de socos e pontapés conhecemos Ray Breslin (Stallone), que há oito anos entrando, testando e saindo dos presídios norte-americanos se torna uma autoridade em construções de segurança máxima. Certo dia, recebe uma proposta da CIA de testar um novo modelo de presídio, situada em um lugar desconhecido. Quando aceita testar esse presídio acaba se metendo em uma grande armadilha tendo que confiar no único amigo que faz nessa nova instalação, Emil Rottmayer (Schwarzenegger).

Sem nenhum controle mais sobre a sua vida, só a respiração, Ray Breslin - o rei das fugas - é o típico super-herói que Hollywood adora. O cara que passa por dificuldades o filme todo mas no final consegue sua redenção. Como todo herói de filme, precisa ter um vilão para combater. Jim Caviezel (Na Mira dos Assassinos) interpreta um dos vilões da trama – o temido diretor de presídio Willard Hobbes. A frieza e crueldade do personagem tenta ser passada de maneira calma e fria por Caviezel mas a tentativa de criar um vilão memorável acaba virando um psicopata desregulado que não passa verdade com seus atos.

Não podemos negar que a dupla legendária juntos em um filme é uma adrenalina nostálgica que deve alegrar a diversões fãs de filmes de ação no mundo todo. Em cena, os dois relembram sequências de outros filmes, uma grande homenagem para os fãs dos artistas. Falando em veteranos da telona, a participação especial de Sam Neill (Para Sempre) mal é notada, personagem pouco aproveitado na trama – uma pena. Para quem quiser conferir essa obra, por mera curiosidade, desligue o pensar, compre a pipoca e divirta-se. Mas há coisas melhores para fazer com seu tempo.  



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