quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Crítica do filme: 'Ajuste de Contas'



Depois de dirigir alguns filmes populares aqui no Brasil (Como se Fosse a Primeira Vez e Tratamento de Choque), o cineasta Peter Segal volta ao gênero comédia e dessa vez compra o desafio de comandar nas telonas dois pesos pesados de Hollywood, Sylvester Stallone e Robert De Niro. Orçado em mais de US$ 40 milhões, Ajuste de Contas consegue cumprir seu objetivo utilizando uma fórmula que tinha tudo para dar errado, mostrando um drama bem desenvolvido camuflado de comédia.  Após um início de risos constantes da plateia, qualquer um fica refém dessa carismática história.

Na trama, acompanhamos a vida de dois ex-campeões mundiais de boxe que não vestem um par de luvas a mais de 30 anos. Henry 'Razor' Sharp (Stallone) leva uma vida simples na mesma cidade onde foi ídolo e guarda mágoas de um grande amor do passado. Billy 'The Kid' McDonnen (De Niro) é um empresário bem sucedido que não esquece sua última e única derrota na carreira. Quando um promotor de lutas excêntrico resolve marcar uma revanche entre os dois velhinhos, o espectador fica prestes a conferir a luta do século entre dois personagens desse e de outros filmes.

Ajuste de Contas é um drama disfarçado de comédia que mostra as seqüelas dos erros do passado. Os dramalhões dos personagens são bem explorados pelo roteiro dando sentido a muitas ações dos protagonistas. Mesmo em escala superficial, cada peça da trama é bem conduzida pelo diretor. Os coadjuvantes Alan Arkin e Kevin Hart estão brilhantes, cada um com uma piada melhor que a outra, adicionado muito para o filme. Falando um pouco mais sobre os secundários, bom rever a bela atriz norte-americana Kim Basinger, bastante sumida das telonas.

Essa produção, não deixa de ser uma homenagem aos personagens de outros filmes, Jake La Motta (Robert de Niro em Touro Indomável) e Rocky Balboa (Sylvester Stallone em todos os filmes do campeão dos campeões). Todo movimento que fazem para promover a luta viram piadas virais jogadas na internet aumentando ainda mais a expectativa sobre o duelo. Esse achado no roteiro vira o grande clímax da fita juntamente com os diálogos cômicos e as ofensas hilárias que compõem grande parte das falas dos personagens. 

Podemos classificar este trabalho como um filme pipoca de qualidade. Vale pela diversão. Impagável a última cena, após os créditos finais começarem a aparecer. Risos constantes serão ouvidos de toda a plateia. Não percam esse inusitado duelo que deve agradar até os mais cults.

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