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Crítica do filme: 'Rebirth'


Em uma casa que não conhecemos, qual porta devemos abrir? Filmes sobre experimentos sociais buscam suas originalidades no peculiar, nas relações, nas ações precipitadas de um frágil protagonista. Tudo isso é visto em Rebirth, dirigido pelo cineasta Karl Mueller, lançado no ano de 2016 e disponível na Netflix. Com um confuso roteiro que se perde na sua extensa criatividade, a cada porta aberta pelo protagonista não sentimos ações de inconsequência apenas o desespero em querer sair onde se meteu. É muito mais puxado para o terror do que propriamente dito para uma reflexão sobre imersão na monotonia. O complicado é definir quem fica mais confuso, o espectador ou o protagonista.  


Na trama, conhecemos um coordenador de redes sociais de um banco chamado Kyle (Fran Kranz), um homem entediado por sua rotina sem muitos prazeres, diferente de outros tempos como pro exemplo na época da faculdade. Um dia, reencontra o antigo amigo dos tempos de estudo Zack (Adam Goldberg) que o propõe um fim de semana longe de qualquer tristeza e para voltarem aos velhos tempos de alegrias. Só que Kyle acaba indo parar em uma espécie de seita motivacional e agora terá que enfrentar as excentricidades do lugar.


Você olha para se mesmo e só enxerga a mesmice. A premissa é interessante, como cinema passa longe de ser. Desafios. Sem rédeas. Sem regras. Sem líderes. O personagem principal parece que está preso dentro de um vídeo game ou um tabuleiro, a cada sala que passa, uma dinâmica diferente, que vão do prazer sensual até gritos e violência verbal. Rebirth é mais assustador nessa ótica, do imprevisível, o suspense é banal, não gera interesse, é mais um filme de ação, uma fuga de um lugar que não gostou. Há outros filmes mais interessantes com a temática Experimentos Sociais.

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