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Crítica do filme: 'O Livro de Henry '

Uma mãe compreende até o que os filhos não dizem. Dirigido pelo cineasta californiano Colin Trevorrow (diretor de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros e um dos co-roteiristas de Star Wars: Episode IX, que deve ser lançado em 2019), The Book of Henry, ainda sem tradução no Brasil, em sua essência, é um drama bem profundo com contornos de filme policial. O roteiro possui umas viradas surpreendentes, parece ir em uma direção e de repente algo acontece e muda sua trajetória, até a maneira de enxergarmos os personagens. Pela web, lemos diversas sinopses sobre o filme mas nenhuma parece ser a que mais se aproxima sobre o que realmente é essa história. Há muitas surpresas e um acontecimento marcante que muda os rumos dessa interessante história.

Na trama, conhecemos Henry (Jaeden Lieberher, do ótimo Midnight Special) um jovem de 11 anos com a mente brilhante e genial que passa seus dias entre a escola e o convívio carinhoso com sua mãe Susan (Naomi Watts) e seu irmão mais novo Peter (Jacob Tremblay). Henry cuida das finanças da família, auxilia a mãe na educação de seu irmão mais novo, devora livros e livros toda semana. Ele desconfia que sua amiga, vizinha da casa ao lado, esteja sofrendo violência do padrasto, que é ligado a polícia. Assim, após um certo acontecimento que muda a vida de todos, Susan fica sabendo de um plano para salvar a amiga de Henry.

O primeiro arco é intenso, mostrando o dia a dia da família de Henry. Sua mãe viciada em vídeo game, bastante amorosa, cria os filhos da maneira que ela consegue, trabalhando como garçonete. Ela possui uma espécie de síndrome de imaturidade, deixando grande parte da responsabilidade das rotinas para seu filho mais velho, que tem 11 anos mas é praticamente um gênio que ajuda a resolver inúmeros problemas. A válvula de escape dela para a vida, até certo ponto limitada, são os desabafos entre um drink e outro com sua amiga Scheila (Sarah Silverman). O entendimento dessa personagem é deveras importante para a conexão com a trama, Naomi Watts domina as cenas de drama como poucas atrizes, boa escolha para o papel.


No segundo ato, após um acontecimento emblemático, o filme cresce e começa a ter muito sentido. Misturando drama com pitadas de suspense, uma viagem rumo ao desconhecido é traçada prevalecendo o amor de uma mãe pelo seu filho que por mais que seja um gênio é apenas uma criança. The Book of Henry é aquele tipo de filme que Hollywood sabe fazer, tenta conquistar o público com uma história forte e com reviravoltas primordiais para o seu desenvolvimento. 



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