Um raio-x fervoroso de um mito da guitarra. Exibido no último Festival Internacional de Cinema de Toronto, Eric Clapton: Life in 12 Bars, ao longo de 135 minutos de projeção traça os caminhos que levaram o protagonista a sua excelência profissional mesmo com os obstáculos complicados de sua vida pessoal. Dirigido por Lili Fini Zanuck, o projeto nos leva à Inglaterra dos anos mágicos da cena música, onde nasceram quase que simultaneamente à Clapton, nomes como Os Beatles. Aliás, a amizade de Eric com George Harrison é um capítulo à parte dentro do filme, já que o protagonista se apaixonou perdidamente pela esposa do integrante do quarteto mágico de Liverpool.

Percorrendo primeiro a Inglaterra, depois outros países da Europa, somos testemunhas do acúmulo de conhecimento que o até então jovem e tímido Eric Clapton, amante do bom e velho blues, percorre ao longo de sua formação como músico. Dono de um som original em sua guitarra caliente, Eric Clapton estourou com o grupo Cream ao lado dos amigos Ginger Baker e Jack Bruce tocando um blues-rock de melhor qualidade, recebendo elogios de crítica e dos músicos da cena independente mundial. Nesse mesmo tempo, um moço chamado Jimi Hendrix, que viraria grande amigo de Clapton (mesmo que por pouco tempo), vinha crescendo com o seu The Jimi Hendrix Experience, levando plateias pela Europa ao delírio. Conseguimos entender um pouco da relação de amizade entre os dois gênios da guitarra.

Nesse tempo de descobertas musicais e entrando de cabeça na profissão de músico, Clapton esbarra em noites regadas à drogas, bebedeiras o que atrapalha seus relacionamentos no período. Falando nisso, uma boa parte do filme, já no seu arco mediano, somos apresentados ao amor profundo que Clapton sentia por Pattie Boyd, esposa de George Harrison, guitarrista dos Beatles. Esse relacionamento conturbado teve algumas fases, na mais dolorosa para Eric, lidando com a rejeição, criou, em homenagem à Pattie algumas canções, inclusive, um dos seus maiores clássicos, ‘Layla’.

A vida virava um grande campo criativo para o fantástico guitarrista, através de imagens e vídeos da época nos guiamos nessa linha do tempo cheio de conteúdo analógico à cena jovem da época. O seu maior trauma ganha atenção nos minutos finais, com o falecimento de seu pequeno filho Connor em uma acidente terrível em um hotel. A dor e o sofrimento, além da reclusão tomam conta desse momento trágico na vida de Clapton. Nesse tempo de distância, criou talvez a sua música mais famosa Tears in Heaven, ganhadora do Grammy.

Eric Clapton: Life in 12 Bars é um documentário profundo que nos mostra todas as facetas desse genial artista e sempre na sua busca pela perfeição, mesmo quando a vida coloca obstáculos complicados para serem ultrapassados.


Crítica do filme: 'Eric Clapton: Life in 12 Bars'


Um raio-x fervoroso de um mito da guitarra. Exibido no último Festival Internacional de Cinema de Toronto, Eric Clapton: Life in 12 Bars, ao longo de 135 minutos de projeção traça os caminhos que levaram o protagonista a sua excelência profissional mesmo com os obstáculos complicados de sua vida pessoal. Dirigido por Lili Fini Zanuck, o projeto nos leva à Inglaterra dos anos mágicos da cena música, onde nasceram quase que simultaneamente à Clapton, nomes como Os Beatles. Aliás, a amizade de Eric com George Harrison é um capítulo à parte dentro do filme, já que o protagonista se apaixonou perdidamente pela esposa do integrante do quarteto mágico de Liverpool.

Percorrendo primeiro a Inglaterra, depois outros países da Europa, somos testemunhas do acúmulo de conhecimento que o até então jovem e tímido Eric Clapton, amante do bom e velho blues, percorre ao longo de sua formação como músico. Dono de um som original em sua guitarra caliente, Eric Clapton estourou com o grupo Cream ao lado dos amigos Ginger Baker e Jack Bruce tocando um blues-rock de melhor qualidade, recebendo elogios de crítica e dos músicos da cena independente mundial. Nesse mesmo tempo, um moço chamado Jimi Hendrix, que viraria grande amigo de Clapton (mesmo que por pouco tempo), vinha crescendo com o seu The Jimi Hendrix Experience, levando plateias pela Europa ao delírio. Conseguimos entender um pouco da relação de amizade entre os dois gênios da guitarra.

Nesse tempo de descobertas musicais e entrando de cabeça na profissão de músico, Clapton esbarra em noites regadas à drogas, bebedeiras o que atrapalha seus relacionamentos no período. Falando nisso, uma boa parte do filme, já no seu arco mediano, somos apresentados ao amor profundo que Clapton sentia por Pattie Boyd, esposa de George Harrison, guitarrista dos Beatles. Esse relacionamento conturbado teve algumas fases, na mais dolorosa para Eric, lidando com a rejeição, criou, em homenagem à Pattie algumas canções, inclusive, um dos seus maiores clássicos, ‘Layla’.

A vida virava um grande campo criativo para o fantástico guitarrista, através de imagens e vídeos da época nos guiamos nessa linha do tempo cheio de conteúdo analógico à cena jovem da época. O seu maior trauma ganha atenção nos minutos finais, com o falecimento de seu pequeno filho Connor em uma acidente terrível em um hotel. A dor e o sofrimento, além da reclusão tomam conta desse momento trágico na vida de Clapton. Nesse tempo de distância, criou talvez a sua música mais famosa Tears in Heaven, ganhadora do Grammy.

Eric Clapton: Life in 12 Bars é um documentário profundo que nos mostra todas as facetas desse genial artista e sempre na sua busca pela perfeição, mesmo quando a vida coloca obstáculos complicados para serem ultrapassados.


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