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Crítica do filme: 'A Noite do Jogo'


Rir pra não chorar. Incluindo diversas críticas sobre o relacionamento humano, seja entre amigos, entre marido e mulher, em forma de humor, A Noite do Jogo, que estreou no circuito brasileiro na última semana (10), mostra as facetas humanas escancaradas em situações para lá de inusitadas tendo como ponto de interseção a obsessão da competitividade oriunda de um trauma entre irmãos. A fórmula é bastante interessante e funciona na maior parte do tempo, mesmo que em alguns pontos parecem que as peças se desmontam e ficam um pouco sem lógica. Mesmo assim, e muito por conta disso, pela diversão bem encaixada, é um filme que muitos vão gostar. O longa-metragem é dirigido pelos jovem John Francis Daley, e pelo experiente produtor e cineasta Jonathan Goldstein, que juntos também dirigiram Férias Frustradas (2015).

Na trama, conhecemos Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams), um casal super apaixonado que se conheceu em um estabelecimento quando estavam em um jogo de perguntas e respostas. Foi amor a primeira vista, já que os dois são bem competitivos. Assim, logo quando vão morar na mesma cada, resolvem que a cada semana chamariam amigos próximos para jogos em sua residência. Certo dia, com a chegada do irmão bem sucedido de Max, Brooks (Kyle Chandler) à cidade, resolvem chamá-lo para o dia do jogo da semana, mas tudo sai fora do script pois dois homens encapuzados invadem a casa e levam Brooks seqüestrado. Só que os amigos acham que tudo não passa de uma brincadeira feita pelo irmão de Max.

O roteiro, assinado por Mark Perez, mistura ação e comédia de maneira muito dinâmica (mesmo que confuso muitas vezes), preenchendo lacunas óbvias com soluções criativas de desfecho de ações. Tem clichê mas foge de muitos outros.É um filme onde rimos durante boa parte do tempo, a sintonia de Bateman e McAdams é ótima, conseguem mostrar todas as características de seus personagens e até onde pode ir a loucura que existente dentro deles por conta dessa vontade de ser o vencedor de tudo que fazem. Da maneira como foi amarrado o roteiro, dá margem para uma continuação. Estará, sem dúvidas, ou na tela quente ou na sessão da tarde daqui algum tempo.

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