Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Do Jeito que Elas Querem'


O bom hábito das leituras com amigos. Em seu primeiro trabalho como diretor de longa metragem, o cineasta norte americano Bill Holderman traz para a telona uma simpática saga de quatro amigas de longa data que se reúnem semanalmente para o que chamam de Clube da Leitura, onde escolhem títulos de interesse para lerem e debaterem. Protagonizado por quatro grandes atrizes do cinema: Diane Keaton, Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen , Do Jeito que Elas Querem é um agradável passatempo com direito a muitos risos.

Na trama, quatro amigas inseparáveis, desde os tempos de faculdade, se reúnem toda semana para lerem e debateram livros que escolhem aleatoriamente, formando um clube da leitura, que não deixa de ser uma maneira, um pretexto, para sempre se reunirem e não deixar a amizade cair na rotina. Após alguns debates sobre temas do cotidiano, resolvem ler Cinqüenta Tons de Cinza, e o livro parece que chega para despertar as jovens senhoras para a vida que ainda tem pela frente. Assim, entre a lida dos três volume da saga do casal Grey, muita coisa vai mudando em suas próprias rotinas.

A fórmula é certeira para agradar ao público. Repleto de situações engraçadas e sempre com uma pontinha além da superfície para todos os dramas que sofrem em suas vidas as protagonistas. A falta de uma relação mais íntima de uma delas, a dificuldade em encontrar um pretendente de uma realizada juíza, a dificuldade em entender um novo amor após o falecimento do homem com quem teve durante toda uma vida, as problemáticas do se entregar a uma antiga paixão, por meio de subtramas bem amarradas, feitas para serem vistas de forma leve, engraçada e elegante, o roteiro ainda abre um ponto importante, uma brecha, para uma certa mensagem positiva em torno da leitura.

Tem clichê? Sim, tem. Mas qual o problema? Nem sempre o clichê vira algo negativo, faz parte das licenças poéticas encontradas pelos roteiristas. O filme é muito simpático, daqueles de sair da sala do cinema com um enorme sorriso de que, se não viu um filme inesquecível, pelo menos se divertiu durante 105 minutos.

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...