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Crítica do filme: 'Meu Superman' [Comunicurtas 2025]


No segundo dia de exibições das mostras competitivas do Comunicurtas 2025, acompanhamos uma história que envolve família e escolhas. Diretamente de São José do Rio Preto (SP), o curta-metragem Meu Superman, dirigido por Alexandre Estevanato, nos mostra um retrato que se estende pelo tempo, explorando a relação familiar entre pai e filho e as escolhas tomadas quando a necessidade do cuidar se mostra presente.

Um homem na casa dos seu 40 anos, que sempre teve no pai um ponte de apoio em determinada fase da vida, se vê precisando cuidar dele, já que o mesmo se encontra com os primeiros indícios de uma doença neurodegenerativa progressiva. Conforme o tempo passa, trazendo situações às quais precisa se habituar, lembranças de outros tempos passam a compor sua trajetória até aquele presente – e alcançando também o futuro.

Trazendo uma doçura às emoções conflitantes, o projeto aposta na busca dos olhares para as dificuldades do outro. No entanto, a frágil narrativa se atropela em um sentimentalismo gritante – buscando reter a atenção pela intensidade – recorrendo a inserções que funcionam como uma espécie de pausas dramáticas, preparando o expectador para alguma conclusão que acaba se perdendo dentro do discurso do roteiro.

Meu Superman, que conta a presença do experiente ator e cantor mineiro Moacyr Franco, transmite mensagens que giram em torno da perda da autonomia. Contudo, ao tentar suavizar a dor por meio da adição do lúdico – ligado à imaginação – o filme despenca para uma introspecção do espírito se tornando previsível e estagnado, perdendo frescor.

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