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30/11/2025

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'Vento Sussurrante' e 'O Mistério dos Olhos de Luzia' [Comunicurtas 2025]


Vento Sussurrante

De um convite inesperado ao sobrenatural avançando na realidade, o curta-metragem Vento Sussurrante se arrisca em uma narrativa na qual declamações se transformam em diálogos, e o romance ganha tons de terror e suspense. A história apresenta um sedutor vampiro highlander que busca apresentar a eternidade a um novo amor. Excessivamente sentimental, se enrola no próprio discurso mas tem o mérito de se arriscar.

Há uma questão que precisamos comentar: existe uma fragilidade evidente na narrativa – a maneira como é contada essa história. É difícil entender para além da ingenuidade da sedução proposta, mesmo com uma moldura reconhecível e elementos narrativos específicos, como o sobrenatural. Vale o exercício – e coragem – de se jogar na proposta, mas é uma pena que a obra não se arriscque nas infinitas possibilidades que o cinema pode oferecer.   

 


O Mistério dos Olhos de Luzia

Com gravações em Matinhas (PB), chegamos em um dos primeiros dias de Mostra Competitivas do Comunicurtas 2025 até um curta-metragem que busca trazer reflexões existenciais e morais a partir de uma lenda – e também de histórias reais - que nasceram através de tragédias contra mulheres.

Com uma cronologia um pouco espaçada – da sensibilidade ao confronto do encanto – percorremos uma perspectiva que expõe uma relação opressiva, fruto de um casamento forçado que não termina bem. A violência contra a mulher atravessa os temas propostos, conduzindo a reflexões importantes sobre os diversos tipos de violência que, infelizmente, acontecem tanto na realidade. O roteiro tem uma virada que explora o sombrio associado ao sobrenatural (algo meio gótico) levando a um final emblemático, mesmo deixando pelo caminho deslizes narrativos.  

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29/11/2025

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Crítica do filme: 'Samba Infinito' [Comunicurtas 2025]


Uma vez por ano, milhares de pessoas vão às ruas para festejar uma das festas populares mais famosas do mundo: o carnaval. Esse prazer estonteante dos foliões, que mistura ritmos e culturas, dá margem para boas histórias - exatamente como é o caso de Samba Infinito, filme de Leornardo Martinelli exibido pela primeira no Festival de Cannes e selecionado para a mostra competitiva do Comunicurtas 2025.

Da folia ao inusitado, acompanhamos um gari que, durante seu trabalho já no fim das festas de carnaval, encontra um jovem garoto, logo o ajudando a procurar alguém próximo. Percorrendo as ruas de uma enorme cidade - que poderia ser qualquer uma de nosso país -, no final desse encontro algo que remete ao passado se coloca diretamente diante dele.

Transições belíssimas nos presenteiam com a fantasia e o musical numa atmosfera contagiante, traçando paralelos com a folia e um sentimentalismo profundo que desembarca em relações passadas, mas nunca perdidas pelo tempo. E essa palavrinha – tempo - aqui ganha fortes alicerces e se torna parte dos caminhos interpretativos que podem ser alcançados.

Com uma composição visual deslumbrante, que influencia sensações e significados - das lembranças do último abraço à certeza do fim atravessando o desmonte do carnaval -, esse curta-metragem ainda consegue associar formas culturais ao modo fascinante que interpreta a importância da leitura e os contornos do olhar individual para lugares repletos de representações.

Com Camila Pitanga e Gilberto Gil em participações especiais – algo que só engrandece a obra – , Samba Infinito é um daqueles projetos cheios de caminhos imaginativos, até mesmo para alcançarmos as reflexões que propõe.

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Crítica do filme: 'Ninguém (mais) Verá' [Comunicurtas 2025]


Um grito ácido e bem-humorado. Selecionado para a Mostra Brasil do Comunicurtas 2025, o documentário Ninguém (mais) Verá , de Fabiano Raposo, é um assertivo e poderoso projeto que não hesita em colocar o dedo em feridas morais, políticas e sociais, mesclando imagens do ontem e da atual Campina Grande. Direto e provocativo, exaltando leveza e o bom humor, logo percebemos se tratar de um registro necessário e acachapante, que utiliza o cinema como um poderoso megafone.

Impressiona como tudo que é visto na tela funciona com certo impacto, impulsionado por uma montagem que direciona de forma elegante a progressão narrativa, chegando rapidamente na percepção dos espectadores. Os recursos e infinidades que o cinema oferece ganham criatividade e ironia, com mensagens - e mais mensagens - sendo vistas por meio de uma locomotiva de relatos críticos sociais e da exposição de polêmicas estruturas de poder.

Entre esses olhares próximos e constantes, nos deparamos com imagens atuais da cidade e com registros de arquivo de obras do repórter fotográfico e cineasta paraibano Machado Bittencourt - algo que enriquece ainda mais a obra.

O projeto passeia por muitos assuntos sem perder o ritmo envolvente; busca provocar o pensar, instigar o pensamento crítico em olhares próximos e distantes sobre questões que atravessam a cidade. Com uma narração costurando a narrativa e imagens direcionando denúncias e chacoalham as reflexões, esse filme-denuncia se transforma em um dos grandes acontecimentos do festival Comunicurtas.

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Crítica do filme: 'Campina Noir' [Comunicurtas 2025]


A balada do justiceiro adormecido. Com o pessimismo e a desilusão diluídos numa atmosfera noir, marcada por um alter ego afiado e cheio de referências na cultura pop, chegamos - no penúltimo dia de exibições das mostras competitivas do Comunicurtas 2025 - até o curta-metragem Campina Noir, dirigido por Kennyo Alex. Nesse suspense policial, a vingança, a violência e a caçada a um serial killer tornam-se elementos dos conflitos de personagens carregados com dolorosas marcas do passado.

A trama é bem simples, mas por que não dizer também engenhosa? Ambientado em uma Campina Grande (PB) de 1985, a violência aflora pelas ruas da cidade, enquanto elementos da força policial – perdidos nas investigações – recorrem a um super-herói aposentado que vive seus dias no ostracismo. Em uma referência à Gotham City e ao universo de Batman, vamos sendo conduzidos a uma história de justiça, ressentimento e vingança.

A construção do personagem mais marcante, Flama - uma espécie de batman de sua região - é objetiva, mas carregada de elementos que remetem ao simbolismo que se estabelece. Não sei se vocês conhecem – eu não conhecia -, mas o personagem fora criado anteriormente pelo quadrinista paraibano Deodato Borges. Antigamente tido como uma ajuda para combater o crime, o herói agora vive dias entre bebidas e cigarros, se culpando pela morte de seu fiel escudeiro, Zito.    

Dentro desse contexto, com um pessimismo que se acentua a cada virada de página do roteiro, há várias formas de enxergar e embarcar nessa história. Salta aos olhos o conflito sempre complexo entre ser herói e ser civil – algo presente em quase todos os super-heróis que conhecemos – além das críticas sociais repletas de ambiguidades morais. Pena que o final aberto e sem desfecho não conclui o que propõe, indo para longe da expectativa, apenas deixa lacunas e se torna inconclusivo.  

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Crítica do filme: 'Perto do Sol é Mais Claro' [Comunicurtas 2025]


A vida há de brilhar sempre. Explorando casos do cotidiano em forma de desabafos de um bem-sucedido octagenário carioca preso em um luto, com respingos de solidão, o longa-metragem Perto do Sol é Mais Claro, de Regis Faria, circula a melancolia de forma intimista, atingindo temas interessantes, mas não necessariamente todas suas camadas. O resultado é um composto cinematográfico comum – sem inovações - guiado por uma estética atemporal que ressalta a expressividade.

Exibido na mostra competitiva do Comunicurtas 2025, o projeto nos apresenta Regi (Reginaldo Faria), um gestor de obras que sonha em também ser escritor - um homem cheio de histórias para contar, mas que atravessa um presente repleto de dúvidas e se sentindo cada dia mais sozinho. Contornando passado e presente, por meio de memórias e acontecimentos contemporâneos, ele começa a enxerga as questões ao seu redor de várias formas.

Será que a felicidade não existe e, na verdade, o que temos são apenas momentos felizes? Embarcando nas angústias – muitas delas silenciosas – de um protagonista em eterno conflito, o roteiro busca momentos emblemáticos sobre o envelhecer, mas com o grande desafio de sustentar uma narrativa que oscila em ritmo. Ao estender o amplo retrato, os conflitos caem no lugar-comum, dando a sensação que conflitos poderiam ser eliminados sem prejuízo a história, já que muitas mensagens equivalentes já haviam sido transmitidas.  

Do bloqueio de senha do banco às indignações do trabalho, passando pelos desabafos nas sessões de terapia e pelas renovações do amor, essas questões mundanas são de fácil identificação – e esse é um mérito que deve se refletir nas diversas reações do público quando o filme estrear em circuito, provavelmente no início de 2026.

Em resumo, o projeto convida o espectador para explorar emoções profundas no compartilhamento de sentimentos não ditos – algo bem complexo de se transmitir. Aqui, a fotografia em preto e branco ganha importância e busca atingir um ar poético – que funciona em alguns momentos, em outros nem tanto. Contando com o carisma e forte presença de Reginaldo Faria – um dos grandes nomes do cinema brasileiro ao longo de toda sua história -  Perto do Sol é mais Claro tenta construir um recorte familiar e apresentar as construções de novas emoções em um momento da vida em que as memórias se chocam com as mudanças constantes do mundo.   

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28/11/2025

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Crítica do filme: 'Meu Superman' [Comunicurtas 2025]


No segundo dia de exibições das mostras competitivas do Comunicurtas 2025, acompanhamos uma história que envolve família e escolhas. Diretamente de São José do Rio Preto (SP), o curta-metragem Meu Superman, dirigido por Alexandre Estevanato, nos mostra um retrato que se estende pelo tempo, explorando a relação familiar entre pai e filho e as escolhas tomadas quando a necessidade do cuidar se mostra presente.

Um homem na casa dos seu 40 anos, que sempre teve no pai um ponte de apoio em determinada fase da vida, se vê precisando cuidar dele, já que o mesmo se encontra com os primeiros indícios de uma doença neurodegenerativa progressiva. Conforme o tempo passa, trazendo situações às quais precisa se habituar, lembranças de outros tempos passam a compor sua trajetória até aquele presente – e alcançando também o futuro.

Trazendo uma doçura às emoções conflitantes, o projeto aposta na busca dos olhares para as dificuldades do outro. No entanto, a frágil narrativa se atropela em um sentimentalismo gritante – buscando reter a atenção pela intensidade – recorrendo a inserções que funcionam como uma espécie de pausas dramáticas, preparando o expectador para alguma conclusão que acaba se perdendo dentro do discurso do roteiro.

Meu Superman, que conta a presença do experiente ator e cantor mineiro Moacyr Franco, transmite mensagens que giram em torno da perda da autonomia. Contudo, ao tentar suavizar a dor por meio da adição do lúdico – ligado à imaginação – o filme despenca para uma introspecção do espírito se tornando previsível e estagnado, perdendo frescor.

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27/11/2025

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Crítica do filme: 'Serenata do Adeus' [Comunicurtas 2025]


No segundo dia de exibições das mostras competitivas do Comunicurtas 2025, nos foi apresentado um curta-metragem bem eficiente na sua proposta. Com uma linguagem pop de fácil identificação, imerso em uma narrativa ágil e comunicativa, Serenata do Adeus, dirigido e roteirizado por Marcio Mehiel, transita pelo caos dos momentos difíceis formando um retrato importante sobre o amadurecimento.

Ambientado na década de 1980, o filme abre espaço para um ar ‘coming of age’ ao abordar temas importantes a partir do olhar de uma turma de amigos que vivencia – juntos e separadamente - uma série de situações dolorosas durante um certo período de tempo com o foco no final do ano. Em poucos minutos, o roteiro transborda fatos marcantes que dialogam com diferentes formas de violência, conflitos internos, questões de sexualidade, gravidez, dores e as marcas que permancem para sempre.

É impressionante como a forma de contar essa história gera uma rápida identificação com públicos de muitas idades. Explorando camadas profundas do conflito interno – culpa, insegurança, medo - a vontade de fugir e a dor desse ir embora marca uma construção poética densamente representativa, nos levando pelas gangorras emocionais.

Os ótimos personagens - em uma harmonia evidente – constroem múltiplos olhares para os desenrolares da trama, fruto também de uma direção competente que se apoia em um ritmo intenso, encontrando a angústia e a aflição, mas nunca perdendo o tom crítico de instiga o refletir sobre todos os seus temas.  

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Crítica do filme: 'Cinema sem Teto' [Comunicurtas 2025]


Por que os lugares que tanto amamos já não existem mais? Puxando essa pergunta para o sempre conturbado circuito exibidor brasileiro, o curta-metragem paulista Cinema sem Teto, dirigido por Denise Szabo, busca colocar para debate a vida e a morte das salas de cinema – com o foco nos cinemas de rua da cidade de São Caetano. Exibido no primeiro dia da mostra competitiva do Comunicurtas 2025, com uma narração intimista, revelando sensações e pensamentos ligados a outros períodos de maior entusiasmo por esses lugares, o projeto aponta uma direção para reflexão, mas sua narrativa não atinge nem a superfície do tema, deixando de enriquecer debates sobre a questão.

A ideia é boa. Com duas cadeiras sendo colocadas próximas de onde funcionaram salas de cinema que marcaram gerações, vamos acompanhando um tour por experiências pessoais que tentam circular entre as incertezas e o ato de resistir. Esse assunto é muito amplo, e os porquês acabam se diluindo em forma de desabafo, mas sem o recheio necessário para alcançar questões mais profundas – colocar o dedo na ferida mesmo.

Nessa mistura entre registro e entretenimento – aqui mais próxima da camada de envolvimento emocional – alcançamos nossas primeiras memórias numa sala de cinema, talvez um paralelo que a obra queria atingir. Contudo, a problemática em torno desses fechamentos e da modernização da tecnologia audiovisual – especialmente a chegada dos streamings –,  assim como os modelos de negócios, acabam ficando escanteados, deixando complementos para interpretações individuais de cada um de nós.  

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26/11/2025

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Crítica do filme: 'A Menina que Amava Gatos' [Comunicurtas 2025]


Voltando a assuntos ligados ao período logo pós-pandêmico para trazer um tema associado a animais abandonados, no primeiro set de curtas-metragens que assistimos no Comunicurtas 2025 ficamos de frente com um filme de lindas mensagens, mas de uma ingenuidade gigante ao tratá-los em uma narrativa cinematográfica. Dirigido por Maria Tereza Azevedo, o projeto busca alcançar – sem muitas pretensões - uma mistura de possibilidades da linguagem cinematográfica com prosa poética, mas sem a habilidade de fazer isso acontecer na tela.

Utilizando a técnica de animação para mostrar o drama e as indignações de uma jovem que ama os animais e se depara com a morte de alguns deles – envenenados por uma pessoa inicialmente misteriosa -  A Menina que Amava Gatos, filme oriundo de Aparecida – uma das mais jovens cidades brasileiras (31 anos), localizada no sertão da Paraíba, apresenta uma estrutura dramática que não chega na tensão desejada, buscando refúgio em um fluxo sensorial maçante.

Pouco fluido, com transições entre cenas de forma abruptas e um estilo de montagem que atrapalha qualquer ritmo narrativo, o filme não alcança qualquer possibilidade eficiente na questão da linguagem – ainda carecendo de precisão nos infinitos recursos que o cinema pode oferecer. Sei que é meio chato ficar apontando questões e questões em um filme com mensagens importantes, mas a experiência de assistir a um filme nos leva a muitos caminhos para interpretá-los. Você pode assistir e gostar - e essa é justamente a graça do cinema.

A Menina que Amava Gatos não chega a ser um desperdício de um tema que reforça os números alarmantes de abandonos de animais no pós-pandemia, mas o resultado é uma história desequilibrada, sustentada por um esqueleto narrativo insuficiente.  

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Crítica do filme: 'O Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas' [Comunicurtas 2025]


Percorrendo um tema peculiar que envolve obsessão e psicologia, abrimos os trabalhos no Comunicurtas 2025 assistindo a um filme bem interessante, que utiliza a criatividade a seu favor para evidenciar sua singularidade. Ao descortinar a linguagem cinematográfica em uma narrativa dinâmica, explorando os pontos de vistas que se entrelaçam em torno de um ‘serial nucas’, esse projeto paraibano, dirigido por Natalia Damião e Ana Clara Vidal de Negreiros é um convite ao despertar de inquietações que rapidamente se tornam reflexões.

Um viciado em nucas femininas – isso mesmo que você leu – vem colecionando odores (quase 800) ao longo de anos, isolando-se em uma bolha de dedicação total à sua coleção - pra lá de estranha. A partir de alguns pontos de vistas que se encontram em uma espécie de investigação sobre a questão - da fantasia à psicologia, passando pela sociologia, sexologia e a visão popular - chegamos a um recorte inusitado sobre o ser humano e o distanciamento social.

Com um previsível enquadramento de nucas inserido em sua unidade visual – algo que não é excessivo, mas tem seu momento – e que cai como uma luva à imersão proposta no caminho do personagem, percebemos também uma exploração interessante dos caminhos de ilusão do movimento a partir de imagens comunicando ideias, no caso, representações de pensamentos. Tudo isso deixa a narrativa pronta pra abraçar a delicadeza e estilo em seu modo de contar essa história.   

Exibido no Curta Cinema 2025 – onde, inclusive, levou um prêmio – e já chamado a atenção em qualquer programação pelo seu curioso título, Colecionador de Cheiros de Nucas Femininas apresenta um mergulho profundo da psique humana – da desordem emocional às formas de interpretação do desejo e do inconsciente.  

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