Pular para o conteúdo principal

Critica do filme - ' Cada um tem a gêmea que merece '

Cada um tem a gêmea que merece – Rumo ao Oscar dos piores! Alô framboesa de ouro!


Dirigido por Dennis Dugan (“O Paizão”), o novo longa estrelado por Adam Sandler é uma comédia recheada de exageros que vem nas altas posições dos rankings das bilheterias brasileira, porém, é apenas uma tentativa de ser um filme engraçado. Reunindo muitos amigos de profissão e com uma trama sem pé nem cabeça, acaba não agradando aos cinéfilos.

Queridinho de alguns, detonado por outros, o artista americano Adam Sandler volta às telonas com o gênero que o marca a mais de uma década, a comédia. Mesmo tendo feito seu melhor trabalho no cinema em um filme de drama (“Embriagado de Amor”), o ator nova iorquino raramente foge da sua zona de conforto. 
Com um grande carisma do público sempre consegue lotar salas de cinema mundo à fora mesmo com filmes pra lá de bregas e com roteiros esquisitos.

Na história, a família Sadelstein (liderada por Jack) se prepara para o evento anual: a visita da irmã gêmea (Jill) do comandante da família, no feriado de Ação de Graças. Muito geniosa a irmãzinha querida de Jack aprontará muito, em vários cenários, que vão de uma quadra de basquete até um navio cinco estrelas.

Pode ser que muitas pessoas saiam dos cinemas gostando do filme. Afinal, ele tenta divertir mas caminha em uma linha próxima do ‘engraçado’ e muitas vezes perde a graça. Não existe coisa pior que um filme de comédia não ter capacidade de fazer as pessoas rirem. É muita bobagem sem nenhum oásis no caminho.

Um coadjuvante em especial chamou a atenção interpretando ele mesmo. O grande ator Al Pacino dá o ar de sua graça (mas porque Meu Deus?) nessa trama cabeluda.  Ver o eterno Michael Corleone (referência ao célebre personagem da trilogia “O Poderoso Chefão”) representando um personagem tão esquisito é de deixar qualquer cinéfilo que curte o clássico de Coppola perplexo.

Rumo ao Oscar dos piores! Alô framboesa de ouro,tem aqui seu candidato mais forte para vencer a disputa!

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...