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David Fincher - De Clipes musicais à idolatria no mundo do cinema

Um do mais aclamados diretores americanos começou sua carreira em uma empresa de George Lucas (ILM) e teve experiências em vídeos de publicidade e clipes para artistas, como Aerosmith e Madonna, antes de dirigir seu primeiro longa metragem.

Fincher começou a pensar em filmes aos oito anos de idade, frequentemente brincava com a câmera de seus pais. Na década de 80 viu o clássico "Star Wars - O Império Contra Ataca" e foi essa experiência que o fez olhar de outra maneira para a sétima arte, ajudando-o a encontrar a sua própria maneira de fazer cinema. A partir daí, dirigir grandes produções estava se tornando eminente. Antes dos 20 anos já estava empregado na "Industrial Light and Magic - ILM" de George Lucas, onde ficou vários anos. Deixou a ILM para fazer publicidade e depois vídeo clipes musicais, seis desses trabalhos chegaram ao Top 100 da MTV, em eleição dos 100 melhores do século.

Indicado ao Oscar na categoria ‘melhor diretor’ duas vezes ('A Rede Social' e 'O Curioso Caso de Benjamin Button', venceu pelo primeiro), David Fincher tem nove trabalhos dentro do cinema que iremos analisar brevemente nas linhas de abaixo.


1992 - Alien 3

Talvez o seu pior trabalho. Como era início de carreira, créditos são dados a ele. O filme é bem abaixo de outros da franquia e definitivamente Fincher não deveria ter escolhido fazer esse longa.

1995 - Seven - Os Sete Crimes Capitais (Se7en)

Em 1995, David Fincher começaria a marcar seu nome na história do cinema com a história de dois detetives que investigam um assassino psicopata que deixa pistas através dos pecados capitais. Com um elenco sensacional (Brad Pitt, Morgan Freeman, Kevin Spacey, entre outros), 'Seven' foi um grande sucesso de público e crítica elevando o diretor de patamar.

1997 - Vidas em Jogo (The Game)

Após o sucesso com 'Seven', David Fincher aceitou a direção do longa 'The Game' que teve Michael Douglas no papel principal. Na história, o milionário Nicholas Van Orton (Douglas) recebe um estranho presente de aniversário do rebelde irmão (Sean Penn), um jogo que consome sua vida aos poucos. É um filme de mistério que foi lançado no Brasil no começo do ano de 1999. Não é um dos trabalhos preferidos dos fãs do competente diretor.
  

1999 - Clube da Luta (Fight Club)

Um dos filmes mais marcantes da história do cinema teve direção desse genial diretor. “Clube da Luta” foi uma adaptação do romance de Chuck Palahniuk que conta a história de um empregado de escritório, que sofre de insônia, e um vendedor de sabão que constroem uma organização global, um clube da luta, onde pessoas brigam violentamente. Edward Norton e Brad Pitt fazem uma dupla explosiva e completamente fenomenal.

Curiosamente, após ser lançado, "Clube da Luta" foi muito criticado pelos especialistas o quê levou para o fracasso de bilheteria nos Estados Unidos. No entanto, muitos críticos e espectadores mais tarde mudaram suas opiniões e o filme aparece em muitos "Melhores do Ano”e logo se desenvolveu um culto de seguidores mundo á fora. Curiosidades à parte, Fincher dirige com maestria e merecia o Oscar já por esse trabalho. Sem dúvidas, o melhor de sua filmografia.

2002 - O Quarto do Pânico (Panic Room)

Seu primeiro trabalho no século XXI foi "O Quarto do Pânico". Dirigindo a vencedora do Oscar Jodie Foster, a (na época) pequena Kristen Stewart e o também vencedor do Oscar Forest Whitaker, Fincher foi muito elogiado por esse trabalho. Na história uma mulher e sua filha se trancam dentro de um quarto ultra-protegido após sua casa ser invadida por ladrões. O Thriller fez bastante sucesso nas bilheterias em todo o mundo.

2006 - Zodiáco (Zodiac)
Seu sexto longa-metragem é baseado em uma investigação real sobre um serial killer que agiu nos EUA durante o final da década de 1960. Fincher dirigiu nesse filme bons nomes do cinema americano, como: Robert Downey Jr., Jake Gyllenhaal e Mark Ruffalo. É um dos filmes mais elogiados da filmografia de Fincher, pelos cinéfilos.


2008 - O Curioso caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

Com uma trama que lembra muito o clássico filme de Robert Zemeckis, "Forrest Gump", só que de trás pra frente, Fincher teve bastante trabalho para contar a história de Benjamin Button, um homem que nasce com oitenta e poucos anos e rejuvenesce a cada dia que passa. O filme é baseado em um conto de F.Scott Fitzgerald e estrelado por Brad Pitt e Cate Blanchett. O diretor foi indicado ao seu primeiro Oscar por esse bom trabalho.


2010 - A Rede Social (The Social Network)

O assunto do momento (o avanço das redes sociais no planeta) foi mais um desafio encarado pelo diretor de 49 anos. Contando a história do site mais famoso do mundo, o Facebook, Fincher chegou ao seu merecido Oscar de melhor diretor. O roteiro (assinado pelo genial Aaron Sorkin), repleta de detalhes, foi adaptado do livro de Ben Mezrich. O filme gerou algumas críticas negativas mas em geral agradou muitos cinéfilos. O Oscar recebido foi mais pelo conjunto da obra, já que, nem de longe esse é o melhor trabalho de David Fincher na direção de um longa.


2011 - Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo)

Após grandes feitos no cinema, Fincher resolve fazer algo bastante arriscado: um remake do clássico filme sueco "Os Homens que não amavam as Mulheres". Foi arriscado porque a versão original é sensacional e seria muito difícil o filme chegar ao mesmo nível, porém, Fincher é Fincher. Para dar certo essa nova adaptação, a personagem enigmática e nada comum Lisbeth Salander deveria ser interpretada por uma atriz que se entregasse de corpo e alma no papel, a escolhida foi a grata surpresa Rooney Mara (que deu um verdadeiro show em cena). Com mais esse grande sucesso, David Fincher é um dos diretores mais queridos pelos cinéfilos que sempre aguardam com ansiedade seus futuros trabalhos.  


Abaixo a Coletiva de Imprensa (Legendada) de MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES , na Suécia.





E aí, concordam com as análises? Gostam do Fincher? Comentem! J

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