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Crítica do filme: 'Resident Evil 5: Retribuição'


A deusa ucraniana, seu óculos Óticas do povo e o encontro para os fãs de um 3D vídeo game cinematográfico.

Dirigido pelo cineasta inglês Paul W.S. AndersonResident Evil 5: Retribuição” dá um show na sua abertura em slow down, trocando de perspectiva (totalmente inversa), de trás pra frente. São 5 minutos empolgantes, a desconstrução dos fatos é inteligente e marcante. Pena que de coisas boas (fora a presença sempre bela de Milla Jovovich), só isso. Lutando contra a extinção da raça humana, somos guiados por Alice a um mundo semi-real cheio de tiros, monstrengos e armadilhas. Cenas muito forçadas, tentativas de comédia totalmente sem noção e o raio-x de cada golpe são alguns pontos baixos do filme que passa longe de ser uma boa diversão para o grande público.

Na trama, voltamos a ser guiados por Alice (personagem da belíssima ucraniana Milla Jovovich) em uma luta, dessa vez, a favor de um movimento de resistência da raça humana contra os poderosos trunfos da Corporação Umbrella. Alice e sua roupa masoquista mais os humanos que restaram se envolvem em uma guerra implacável contra aliens, mortos-vivos, parasitas que soltam balas pelas unhas, clones e muitas outras criaturas do mal.

No começo há uma explicação rápida deixando o filme aberto a todos que nunca viram os quatro primeiros. Aos poucos, vamos entendendo que se trata (mais uma vez) de um grande vídeo game cinematográfico. A história teima em não acompanhar a qualidade dos efeitos, o que já afasta metade do público. Claramente foi optado pela preferência aos efeitos, ao invés da história. Em algumas sequencias o público é até envolvido mas, em geral, tudo é muito vago, criando um grande vazio existencial.

Não irá agradar a todo o público cinéfilo. Na verdade, o longa é somente indicado para quem curte filmes de ação e/ou se tornou fã da franquia. Para esses últimos, levem os joysticks, a aventura vai começar. Para os primeiros, levem os travesseiros o sono vai te pegar!

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