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Crítica do filme: 'A Hora do Silêncio'


Buscando chegar na tensão por meio de uma perseguição em um prédio quase desativado, A Hora do Silêncio, que chegou ao catálogo da Prime Video no finalzinho de 2024, atravessa o mundo das sensações através da perda de um sentido estabelecendo desde o início o velho e batido jogo entre heróis e bandidos. Dirigido pelo cineasta norte-americano Brad Anderson o projeto não é mais do mesmo mas também não alcança todo seu possível potencial.

Na trama acompanhamos Frank (Joel Kinnaman) um obstinado policial que após um acidente num dia de trabalho acaba perdendo a audição. O tempo passa e ele acaba se envolvendo num caso onde uma testemunha surda, Ava (Sandra Mae Frank), corre perigo. Depois de uma série de desencontros, ficam presos num prédio onde precisam encontrar uma solução de fuga lutando pela sobrevivência.

Um fator interessante é que o protagonista entra em desconstrução a partir do momento que percebe a aceitação da sua nova condição caindo das mãos, mesmo em um recorte não muito profundo. É válido as reflexões sobre o tema, mas novamente de forma trivial. As dores do sobreviver encaixam nas dúvidas do protagonista que precisa encontrar novas maneiras de enxergar e viver seu cotidiano estabelecendo uma camada de alguma forma sólida.

A narrativa não surpreende mas também não foge do que propõe: um 'polícia e ladrão' com os deslizes da moral como cereja do bolo. Acelerado para se estabelecer no gênero cinematográfico que mais veste a camisa, A Hora do Silêncio tem um discurso que encontra a narrativa durante todo o tempo e mesmo não causando impacto apresenta um recorte do gênero policial perto do satisfatório.


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