O que seria de nós sonhadores sem o cinema? A sétima arte tem poderes mais potentes do que qualquer superman, nos teletransporta para emoções, situações, onde conseguimos lapidar nossa maneira de enxergar o mundo através da ótica exposta de pessoas diferentes. Por isso, para qualquer um que ama cinema, conversar sobre curiosidades, gostos e situações engraçadas/inusitadas são sempre uma delícia, conhecer amigos cinéfilos através da grande rede (principalmente) faz o mundo ter mais sentido e a constatação de que não estamos sozinhos quando pensamos nesse grande amor que temos pelo cinema.
Nossa entrevistada de hoje é cinéfila, de Natal. Kamila Azevedo é formada em Publicidade
e Propaganda e Jornalismo, com especialização em Jornalismo e Crítica Cultural
e Mestrado em Gestão da Informação e do Conhecimento. Nascida e criada em
Natal, desde que se entende por gente gosta de – e se emociona com – ler,
escutar música e assistir filmes. É fã de Audrey
Hepburn, Edward Norton e Marcelo
Camelo. Tem como filme – e livro – favoritos As Horas e seu vício cinematográfico é o filme Orgulho e Preconceito (que já perdeu as contas de quantas vezes
assistiu). Acompanha com fervor o buzz em torno dos shows de premiações,
especialmente o Oscar, e não se exime de publicar sempre as suas listas de
palpites para aqueles que devem ser indicados ao prêmio mais importante da
sétima arte.
Escreve sobre cinema, televisão, música, literatura, teatro
e shows de premiações, no Cinéfila por
Natureza e, agora, no AnotaFilmes,
desde 05 de novembro de 2005. Estes espaços têm sido uma constante plataforma
de aprendizado para a editora, que adora trocar opiniões e experiências com
seus leitores sobre estes temas que tanto a fascinam. Os textos aqui publicados
são de total responsabilidade da editora.
1) Na sua cidade,
qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da
escolha.
A que eu mais frequento são as salas do Cinépolis Natal Shopping, pois a programação costuma ser bastante
variada, com preferência para as sessões legendadas. Além disso, eles também
possuem uma sessão específica para os filmes de arte.
2) Qual o primeiro
filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.
Tive essa sensação quando assisti, ainda criança, a Cinema Paradiso, numa pequena sala de
cinema que ficava localizada na galeria de lojas de um hotel, em João
Pessoa-PB. Fui com minhas irmãs e outras crianças, enquanto nossos pais saíam
para se divertir na cidade. Enquanto eles ficavam conversando, eu fiquei
vidrada na tela. rsrs
3) Qual seu diretor
favorito e seu filme favorito dele?
Billy Wilder - Crepúsculo dos Deuses.
4) Qual seu filme
nacional favorito e porquê?
Central do Brasil,
por todas as sensações que o filme me causou - e me causa - quando assisto.
5) O que é ser
cinéfilo para você?
Ser cinéfilo, para mim, é, pura e simplesmente, gostar de
assistir filmes, independente do seu gênero, de sua nacionalidade, e dos louros
envolvidos.
6) Você acredita que
a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por
pessoas que entendem de cinema?
Não. Entendo que o que predomina é a lógica do mercado na
escolha das programações.
7) Algum dia as salas de cinema vão acabar?
De jeito nenhum. A magia de assistir a um filme na sala de
cinema é insubstituível.
8) Indique um filme
que você acha que muitos não viram mas é ótimo.
A Outra História
Americana, de Tony Kaye.
9) Você acha que as
salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?
Não, pois as salas de cinema, como um ambiente fechado e
climatizado, são vetores altamente potenciais da COVID-19.
10) Como você enxerga
a qualidade do cinema brasileiro atualmente?
Acho que o que tem predominado é a tentativa de um diálogo
maior com o público, com gêneros mais populares, como comédia. Porém, como
acontece em toda indústria cinematográfica, existe espaço para todo tipo de produção
e isso é muito válido. Acho que estamos, de degrau em degrau, alcançando uma
maior qualidade e uma maior penetração mundial, com respaldo da crítica,
inclusive.
11) Diga o artista
brasileiro que você não perde um filme.
Kleber Mendonça Filho
e Selton Mello.
12) Defina cinema com
uma frase:
Cinema é uma forma de arte cuja principal função é nos
ajudar a compreender o mundo em que vivemos.
13) Conte uma
história inusitada que você presenciou numa sala de cinema:
Vou contar uma que aconteceu comigo: assistindo a O Fantasma da Ópera numa sala de
cinema, no Recife, me vi cantando alto a música principal, e sendo alvo de
olhares não tão aprovadores. rsrsrs
14) Defina 'Cinderela
Baiana' em poucas palavras...
Como nunca assisti a esse filme, não posso defini-lo em
poucas palavras. :)
15) Muitos diretores
de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta
precisa ser cinéfilo?
Não acho que um diretor de cinema precisa ser cinéfilo. Para
mim, a qualidade principal de um diretor é a sensibilidade para contar a
história.
16) Qual o pior filme
que você viu na vida?
Pergunta complicada... Mas eu diria que foi Serpentes a Bordo.
17) Qual seu
documentário preferido?
Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho.
18) Você já bateu
palmas para um filme ao final de uma sessão?
Nunca bati.
19) Qual o melhor
filme com Nicolas Cage que você viu?
O que eu mais gosto é Cidade
dos Anjos.
20) Qual site de
cinema você mais lê pela internet?
Leio muitos sites de críticas de cinema. Talvez, o meu
favorito seja o Cinema e Argumento,
do Matheus Pannebecker. Um crítico
sensível e que consegue expressar muito bem o que os filmes que ele assiste
representam para ele.