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Critica do filme: 'Confissões'


Vou te contar agora sobre um filme muito, muito tenso que está disponível na MAX. Uma família rica. Um sequestro. Uma noite de revelações surpreendentes. Remake de um filme espanhol lançado em 2017, o longa-metragem mexicano Confissões é tenso, aterrorizante, que através de declarações inesperadas expõe na tela as dores, a vingança e o absurdo de ações feitas no passado. Dirigido por Carlos Carreira, esse é um filme que vai te surpreender principalmente pelo seu final impactante.

Na trama, conhecemos uma família rica que fica completamente abalada com o sequestro da filha mais nova. Quando os sequestradores entram em contato, eles são surpreendidos pois os criminosos não querem dinheiro, mas se encontrar com eles, pois, alguém naquela casa, esconde um segredo sobre um ato terrível. Assim, ao longo de uma madrugada, verdades começam a aparecer.

Um dos méritos do roteiro é conseguir manter o clima de tensão lá no alto através de uma narrativa introspectiva onde o espectador se pergunta em determinado momento quem é o real culpado ali. A construção dessa narrativa se joga em apenas um cenário, o contraste das aparências de uma família rica, vista como perfeita, que esconde detalhes um do outro. Assim, constrangimentos logo se tornam ferramentas dos impulsos de uma vingança, um caminho ardiloso para chegar em revelações nunca ditas.

Quando entendemos melhor essa história, tudo começa a fazer mais sentido. Há uma ampla desconstrução de personagens que consumidos pela vida agitada nunca pararam para olhar um para o outro com devida atenção. A relação pais e filhos é jogada na tela sob muitas perspectivas, um ponto em comum entre todos que aparecem em cena. O bico na impunidade logo se torna um elemento importante que aos poucos vai ganhando espaço nesse ótimo suspense com traços de terror que mostra a quebra de valores morais.


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