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Crítica do filme: 'Quartos Vazios'


Trazendo outros olhares para a dor imensurável das tragédias em escolas que atingiram famílias em todo os Estados Unidos, o curta-metragem documental Quartos Vazios é um belíssimo e comovente filme, construído em meio a uma importante reportagem. Dirigido por Joshua Seftel, o projeto indicado ao Oscar 2026 parte do concreto de um registro: dos desabafos de um experiente profissional da comunicação, da emoção dos pais e de imagens que falam por si só.

O jornalista Steve Hartman e o fotógrafo Lou Bopp, vinham produzindo, ao longo de alguns anos, uma reportagem sobre crianças mortas em tiroteios escolares. Faltando três histórias para concluir seu projeto, a ideia é ampliada e se transforma nessa obra documental. Com a permissão dos pais, passam a fotografar os quartos de crianças que perderam a vida em ataques armados em escolas.

Com depoimentos do jornalista, do fotografo e dos pais das crianças, somos conduzidos para uma história de cortar o coração, mas que também deixa belas mensagens sobre o que aqueles lugares significavam para cada uma das crianças e o que representam nos dias de hoje para seus pais. A importância desse registro se torna cada vez maior, quando Steve levanta um ponto crítico ao revisitar a própria carreira e refletir sobre as formas como reportagens sobre tragédias - que levaram a muitos quartos vazios -  foram conduzidas ao longo dos anos.

Desde o final da década de 1990, os tiroteios em escolas nos Estados Unidos aumentaram mais de 600% ao ano – um dado alarmante! Esse filme chega para se somar às importantes reflexões sobre políticas de armamento, pauta em constante discussão entre políticos norte-americanos, eleição após eleição. Do Tennessee, passando pelo Texas e chegando à Califórnia, Quartos Vazios amplia seu alcance ao conscientizar e, em apenas 34 minutos, consegue expor com uma sensibilidade profunda a dor imensurável de famílias que precisam, todos os dias, reaprender a viver.

 

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