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Crítica do filme: 'O Genro da Minha Vida'


Os exageros do amor pela família. Dirigido pelo cineasta François Desagnat com roteiro adaptado da obra de Jeff Morris, O Genro da Minha Vida é o típico filme sessão da tarde mas com a qualidade de boas pitadas cômicas. O longa navega aos olhos de um pai que reflete suas atitudes pela necessidade de mudar as mágoas do passado através do seu provável e, perfeito para ele, futuro genro. Essa comédia francesa, que não teve a chance de ganhar as telonas dos nossos cinemas, navega pelo amor de maneira doce se tornando um bom passatempo para quem quer se divertir.

Na trama, conhecemos Stéphane (o ótimo Kad Merad), um médico dedicado e bem sucedido, sócio de uma clínica especializada em gestações. Sua grande frustração na vida, foi nunca poder ter tido um filho homem para poder dividir tudo que conquistou. Mesmo assim, é um pai muito amoroso para suas três filhas. Assim, quando a mais jovem da família embarca em uma romance improvável com um astro do rúgbi francês, Stéphane fará de tudo para ela não terminar com ele.

Longe de ser um filme perfeito mas com bordas recheadas de ternura, esse projeto francês é encaixado dentro de uma fórmula francesa bastante usada para conquistar parte do público que adora o cinema feito nesse país da Europa. Carisma dos atores e piadas secas se encontram para transformar um simples roteiro em um pouco a mais que isso. Para os mais exigentes, O Genro da Minha Vida passará longe da perfeição ou de ser inesquecível, há arcos melhores definidos que outros, mas o que mais chama a atenção é o exagero e personagens mal encaixados na trama.


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