Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Turbo'

Em seu primeiro trabalho como diretor, o desconhecido cineasta David Soren consegue com muita criatividade criar uma linda jornada através do sonho, estamos falando da divertida animação Turbo. Os pontos positivos se enumeram aos montes. Além de valores como amizade, trabalho em equipe que são perfeitamente abordados ao longo dos 96 minutos de fita, há uma louvável homenagem aos empreendedores, esses que também são sonhadores e acreditam nos seus respectivos negócios.  

Na trama, conhecemos um caracol de jardim que gosta de ser chamado de Turbo, um sonhador, aficionado por corridas de automóveis. Certo dia, após uma série de acontecimentos tristes, ganha super poderes e acaba encontrando uma turma que vai ajudar esse amante da velocidade a ficar mais perto de um grande desejo.

A vida de um caracol não é fácil. A cada bom dia, uma nova perda. Enfrentam perigosos corvos, jardineiros e suas máquinas de última geração, além de tomates gigantes. Sem limite para a sua vivacidade, o protagonista é um sonhador que não quer acordar. Seu cotidiano é mostrado na telona de forma divertida e gostosa de assistir.  

A particularidade dos personagens que giram ao redor do protagonista ajudam a criar todas as pontes entre os diálogos e os objetivos de cada um deles. O dono da loja de Tacos, Tito, possui um carisma fascinante. Quando aparece pela primeira vez em cena dá a impressão de que será um dos vilões da história mas logo percebemos que debaixo de tanta excentricidade há um coração que vai cativar a todos.

A qualidade da técnica de animação é um dos pontos altos da aventura. A Dreamworks, produtora de Turbo, acerta em cheio na interação que as imagens geram com o público. Os olhos dos pequenos cinéfilos ficarão brilhando e sorrisos brotarão no rostinho de cada um destes. Os papais também não podem deixar de conferir, vão se divertir, é um filme para todas as idades.


Nenhum sonho é grande demais e nenhum sonhador é pequeno demais. Os sonhos dão informações muito interessantes a quem quiser compreender seu simbolismo, e no caso de Turbo, esse simbolismo exala carisma de uma ponta a outra da telona!  Imperdível!

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...