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Crítica do filme: 'O Concurso'

Quem nunca teve o sonho de passar em um concurso público? Com essa ideia na cabeça, o roteirista e produtor LG Tubaldini Jr. resolveu criar uma história ao melhor estilo Os Trapalhões sobre um grupo de pessoas atrás desse objetivo tão complicado. Para tal, chamou o inexperiente diretor Pedro Vasconcelos e um elenco de nomes pouco conhecido do público de cinema. Resultado?  Piadinhas sem graça, a mesma historinha mal executada e uma verdadeira confusão cinematograficamente falando. Esse é o resumo da nova e terrível comédia, O Concurso.

Nessa versão brasileira de Se Beber, Não Case, somos rapidamente apresentados a quatro geniais mentes, cada um de uma parte do Brasil,  que se classificaram para a fase final do concurso público para Juiz Federal. Quando chegam na cidade do Rio de Janeiro com antecedência para fazer a prova, resolvem aproveitar  o fim de semana e acabam em muitas confusões.

O roteiro é linear mas tem falhas na sua execução, o que acaba gerando erros de continuidade entre uma cena e outra. As escorregadas na realidade e as situações impossíveis passam perceptíveis até ao olhar mais desatento: bancas de jornal fechadas às 7:45 da manhã de uma segunda-feira, um trânsito que não existe em pleno dia de semana pela manhã, um sequestro bizarro de um dos personagens por um grupo de travestis, entre outros pequenos absurdos.

As excêntricas personalidades dos personagens provocam uma grande confusão na telona. Os exageros são inúmeros.  Diálogos forçados, Sabrina Sato com um personagem sem função na trama, sequências mal dirigidas e situações impossíveis mostrando que todos os atores, o diretor e o roteirista parecem estar sem inspiração.

Fabio Porchat (Vai que Dá Certo), a grande esperança de tirar risos da plateia, é praticamente um Titanic (começa bem e naufraga), cenicamente falando. Algumas risadas são provocadas com sua mais forte qualidade, exageros em formato Stand Up Comedy. Porém, muito menos risos do que o esperado.  Talvez Porchat deva aprender a desenvolver seu Stand Up na tela grande com o Paulo Gustavo, ator que deu um show na comédia recém lançada Minha Mãe é uma Peça.


Ao longo do filme somos sentenciados a escutar a frase: “Perante a lei, todos são iguais”. Assim, ao término do longa (que graças a Deus não é muito grande), o adorador da sétima arte tem vontade de pegar um megafone e gritar: “Perante ao bom senso cinéfilo, ainda tem muito filme nacional que me irrita”!

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