Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Os Escolhidos'



Quem não gosta de levar um bom susto em uma sala de cinema? Depois de dois filmes voltados ao sobrenatural (O Padre e Legião), o cineasta Scott Stewart muda sua fórmula para entreter o público, abdicando dos excessivos imaginativos e criando a tensão através de sustos que geram calafrios. Os Escolhidos é uma típica história possível de acontecer em qualquer família e essa proximidade com a realidade é um grande achado pelo roteiro – escrito pelo próprio diretor.


No suspense, somos apresentados a família Barret, os apaixonados Daniel (Josh Hamilton) e Lacey (Keri RusseIl) levam uma vida pacata numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos. A paz e a calmaria terminam quando seu filho Jesse (Dakota Goyo) passa a agir de maneira esquisita.  A partir daí, resolvem investigar e uma série de estranhos e misteriosos eventos passam a fazer parte de sua rotina.


O suspense é uma mescla entre A Entidade e Sobrenatural. Na verdade, o filme poderia muito bem se chamar A Entidade Sobrenatural. Muitas referências destes dois projetos mencionados são vistas em algumas das sequências de Os Escolhidos, que não deixa de ser um longa fiel a temática. Entre um dos pontos próprios do segmento, abre um caminho para discussões sobre o mundo oculto da Ufologia. Alguns exageros para modelagem e ligações das tramas - para o filme ganhar corpo - são necessárias mas os exageros não vão além disso, deixando o clima de suspense no ar a todo instante.  


O desfecho do suspense é uma grande sacada do criador da história. Deve surpreender qualquer tipo de público, até mesmo aquele cinéfilo que sabe todos os finais de filmes deste gênero. Como foi lançado em fevereiro nos Estados Unidos, muita gente já tem acesso a esse filme mas fica o pedido ou a sugestão de assistir Os Esquecidos na tela grande, causa um efeito bem maior ao espectador.



O elenco tem força cênica suficiente para sustentar a tensão do início ao fim. Todos os atores estão muito bem em cena. O público se sente dentro daquela casa mal assombrada, descobrindo junto com os personagens os mistérios contidos naquele lugar. Para quem curte filmes do gênero esse competente trabalho é um prato cheio. Gosta de filmes de suspense que beiram ao terror? Então, o escolhido é você!

Postagens mais visitadas deste blog

Pausa para uma série: Absentia – 1ª Temporada

O desespero de uma nova vida dentro de uma mesma realidade. Protagonizada por Stana Katic ( Castle ), Absentia tem um dos roteiros mais complicados das séries de mistérios com tiro porrada e bomba da atualidade, mesmo assim coloca uma pulga atrás da orelha do espectador pois os episódios da primeira temporada parecem a todo tempo nos fazer várias perguntas que obviamente surgem entre em uma revelação e outra, deixando a icógnita se teremos respostas ao fim dessa jornada. Uma agente do FBI, um sumiço de anos, uma frenética volta ao convívio aos seus conhecidos e o paradigma das escolhas, isso tudo dento de um background de um assassino misterioso. Pra quem gosta de maratonar uma série com muitas surpresas, Absentia pode ser uma boa dica.  Tem na Amazon Prime . Nessa mistura de drama pessoal com suspense e ação, acompanhamos a trajetória de uma agente do FBI chamada Emily ( Stana Katic ) que sumiu por longos seis anos sem ninguém ter muita noção de seu paradeiro até que um certo...

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Criaturas do Farol'

As dúvidas sobre o canto da sereia. Se perdendo em alguns momentos entre os achismos que surgem naturalmente numa relação desconfiada entre duas pessoas que nunca se viram, o longa-metragem Criaturas do Farol é um peculiar suspense psicológico com poucas perguntas e também poucas respostas. O roteiro se fortalece em diálogos que nos guiam para uma jornada emocional e paranoias que prendem a atenção na maior parte do tempo mas não chegam a empolgar. Pensando em realizar um objetivo náutico, que remete lembranças ao pai e apoiada pelo avô, a jovem Emily ( Julia Goldani Telles ) parte com seu veleiro rumo às infinidades dos oceanos. Chegando no sul do pacífico, a embarcação é atingida por uma tempestade e acaba indo parar numa ilha onde é resgatada pelo faroleiro Ismael ( Demián Bichir ). Logo essa relação de gratidão passará por enormes desconfianças. Como contar uma história que está em uma bolha no campo das suposições? A tensão por meio do chocalhar psicológico se torna um corpul...