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Crítica do filme: 'The Fits'

A descoberta da entrada na adolescência. Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, The Fits é um longa metragem curtinho, de 72 minutos, que possui o tema da entrada na adolescência tendo em seu contorno uma poderosa protagonista brilhantemente interpretada pela excelente atriz Royalty Hightower. Dirigido por Anna Rose Holmer, em seu segundo trabalho em longa metragem, o filme conquistou públicos de platéias famosas como a do prestigiado Festival de Sundance no ano passado.

Na trama, conhecemos a jovem Toni (Royalty Hightower), uma menina de 11 anos que passa os dias treinando boxe ao lado do irmão na academia do colégio onde estuda. Certo dia, começa a tomar gosto pelas aulas de dança onde meninas de sua idade praticam e assim Toni começa aos poucos a entrar no mundo delas tentando fazer novas amizades e descobrindo novos gostos. Quando uma situação inusitada de infecção se instala no grupo que pratica essas aulas de dança, Toni começa a se redescobrir e amadurecer rapidamente.

The Fits é um bom filme, mesmo tendo um ritmo deveras lento e quase sem grandes momentos. A força da história está na sua pequena grande personagem Toni, pelos olhos dela vamos conhecendo melhor todo um grupo de meninas que aos olhos dela são quase desconhecidas. É a descoberta de um universo novo, com diálogos e expressões diferentes da que ela mantinha com seu irmão e os amigos na prática do boxe. A chegada do sobrenatural, a infecção que aparece contaminando diversas meninas no grupo de dança, quase chega a ser algo paralelo aos conflitos que a protagonista enfrenta diariamente.


 Sem previsão de estreia nos cinemas brasileiros, The Fits é um daqueles filmes raros que abordam a entrada na adolescência de maneira impactante sempre guiada por sua brilhante protagonista. 

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