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Crítica do filme: 'O Melhor está por Vir'


O descobrir e o redescobrir. Trazendo a história de uma forte amizade impactada por uma terrível notícia, o longa-metragem francês O Melhor Está por Vir sai correndo dos ares melancólicos óbvios tendo como maior mérito transformar um assunto delicado em uma jornada leve e descontraída. Convencional do início ao fim – fato que pode incomodar o olhar cinéfilo mais atento e exigente - se torna um passatempo divertido pelas conexões emotivas que consegue transmitir.

Na trama conhecemos Arthur (Fabrice Luchini), um professor e pesquisador que é taxado como chato pela maioria das pessoas que conhece, menos pelo melhor amigo Cesar (Patrick Bruel). Quando Arthur fica sabendo que Cesar está com uma doença terminal, esconde a informação e resolve realizar todos os desejos do amigo.

Como transformar um assunto pesado em uma narrativa leve? Com forte uso de clichês e derrapando na obviedade, a receita de bolo escolhida por aqui foi tentar divertir ao máximo e impulsionar a carga dramática quando necessário. Contando com carismáticos personagens – e uma harmonia em cena dos ótimos Luchini e Bruel – os cineastas Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte jogam na tela situações inusitadas e vão criando um clima onde a amizade vira protagonista.

Longe de qualquer pretensão de escavar camadas mais profundas sobre uma doença sem cura que acompanha a humanidade, o olhar aqui é no que tempo que resta, seguindo muito na linha de outros filmes, como Antes de Partir de Rob Reiner. Pode ser que você se emocione ao final dessa jornada ou seja capturado pelas reflexões que o filme aborda, o redescobrir a vida através de uma amizade sempre gera algum tipo de empatia no público.


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