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Crítica do filme: 'Um Homem Implacável'


A busca por uma segunda chance. Dirigido e protagonizado pelo sul-coreano Jung Woo-sung, o longa-metragem Um Homem Implacável é um filme convencional de ação onde a previsibilidade reina, a profundidade é jogada para escanteio em uma narrativa feita para empolgar os amantes desse gênero cinematográfico. A partir da saga de um ex-criminoso em busca de dias mais tranquilos após descobrir a paternidade, o projeto se desenvolve através de personagens nada carismáticos (alguns insuportáveis) em um roteiro que roda, roda e não sai do lugar. Um ponto positivo são as bem coreografadas cenas de ação.

Na trama, conhecemos Soo-hyeok (Jung Woo-sung) um homem com um passado tomado pela violência que após passar uma década preso volta à liberdade e logo descobre que é pai de uma menina, fruto de seu relacionamento com uma ex-namorada. Querendo largar a vida de criminoso e se dedicar a ser um bom pai, acaba sendo alvo da fúria de um invejoso ex-colega de gangue e então parte para um acerto final.

Um Homem Implacável tem cenas muito bem feitas, com foco total na ação. Alguns planos ganham destaque aliados a uma fotografia competente. A questão é a história, uma quase sonolenta trama que se perde a todo instante. O desenvolvimento da desconstrução do protagonista, aqui identificado como um dos alicerces do roteiro, é guiado pela obviedade, buscando encontrar sentidos na mudança de um provável ex-vilão para um anti-herói.

O roteiro gira em torno da paternidade e as possiblidades de mudanças de vida para um homem marcado pelo caos de um passado sangrento, impiedoso. Batendo na tecla do: ‘É possível esse recomeçar?’, essa segunda chance vem em forma de um último grande desafio impulsionado pela sede de vingança após ter uma nova vida ligada à sua trajetória. Como falta profundidade e com direito a um nada criativo flashback, lacunas ficam soltas, gerando o desinteressante ao longo dos 103 minutos de projeção.   


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