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A Guerra está Declarada - Crítica de Cinema

O Indicado da França para o Oscar de melhor filme estrangeiro (2012) emociona os cinéfilos com uma trama comovente e que envolve o espectador do primeiro minuto até o último. O caminho para o final feliz dessa história vai se revelando uma maratona que ninguém consegue saber o tamanho do percurso. A presença do narrador torna a fita mais dinâmica, um ótimo elemento cênico usado pela diretora.

No longa (escrito pelos protagonistas), um casal jovem, feliz e apaixonado tem que enfrentar um tumor cerebral que é diagnosticado no filho deles. Roméo e Juliette são jogados em uma guerra diferente daquela dos célebres personagens de William Shakespeare. Aos poucos o pai começa a notar que a criança tem algum tipo de problema, quando procuram ajuda de uma especialista o resultado não é o esperado. O sofrimento visto em cena é desesperante, a câmera ágil da diretora é um personagem importante na transmissão dessa emocionante jornada em busca da cura.

O papel que aos poucos os pais, já bem mais maduros a essa altura dos acontecimentos, desempenham ao longo do tratamento da criança é o de positivistas que tentam blindar a família e buscam uma força sobrenatural dentro deles mesmos para tentar combater qualquer tipo de incerteza. A situação destroça aquela linda história de amor: param de trabalhar, se afastam dos amigos e após o período de “caça à cura” se separam, porém, sabiam que estariam ligados pelo resto da vida.

Os atores Jérémie Elkaïm e Valérie Donzelli tem uma harmonia fantástica em cena. Foi uma grata surpresa quando vi nos créditos que a segunda é a diretora e que ambos roteirizaram essa ótima produção.

Um retrato forte e honesto sobre o sofrimento de um casal com a doença rara de um filho.

Título Original: La guerre est déclarée - França
Diretor: Valérie Donzelli
Roteiristas: Jérémie Elkaïm e Valérie Donzelli
Elenco: Jérémie Elkaïm, Valérie Donzelli
Duração: 100 min.

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