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Borboletas Negras - Crítica

Na história escrita por Greg Latter, a ficção e os fatos reais se misturam num clima literário e romântico. Com uma fotografia muito elogiada pela crítica e uma alta aceitação dos cinéfilos, ‘Borboletas Negras’ é aquele tipo de filme que todo mundo quer ver.

A trama conta a vida de uma Sul-Africana, com muitos problemas, que em seus momentos de lucidez é uma escritora muito famosa. Tem um relacionamento muito difícil com o pai (Abraham Jonker, muito bem interpretado pelo sumido Rutger Hauer), que começou a criação dela após a internação seguida de falecimento da mãe. Após ser salva no mar, bem no início do longa, começa um relacionamento com um escritor também muito famoso e juntos enfrentam os movimentos políticos da época, a bebida, o desejo sexual e a loucura que vão tomando conta da personagem principal de maneira intensa.

O longa dirigido pela cineasta Paula van der Oest é um drama carregado com base histórica. Em certos momentos a personagem principal, uma mulher muito a frente de seu tempo, perde um pouco de credibilidade com o público por conta dos seus atos. Com tantos problemas jogados na tela, o desfecho é eminente. É uma intensa, grandiosa e difícil atuação, méritos para a atriz Carice van Houten. Liam Cunningham faz Jack Cope, o amor da vida da jovem escritora. Faz de tudo para ajudá-la, até mesmo quando é abertamente prejudicado pelos atos impensáveis de Ingrid. É um amor de cinema, que eles vivem intensamente nas pouco mais de uma hora e meia de fita.

Com um orçamento que girou em torno de um milhão e duzentos mil dólares, a produção teve locações na Alemanha, na Holanda e na África do Sul. A beleza nas imagens se torna um dos pontos altos desse trabalho, tudo é muito bonito em cena.

Recomendado para aqueles que gostam de um bom filme do gênero drama.

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