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Crítica do filme: 'Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge'


A espera acabou. No próximo dia 27 de julho, os cinéfilos de todo o Brasil vão poder conferir nas salas de cinema o aguardado desfecho da trilogia do homem morcego, “Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Dirigido por um dos melhores diretores que o mercado cinematográfico possui, o novo Batman é contemplado com um roteiro e uma direção praticamente impecáveis. Se Christopher Nolan não for indicado aos maiores prêmios do cinema, que acabem de vez as credibilidades dos mesmos (ou o que sobrou deles). O público é jogado pra dentro de Gotham City e nessa viagem muitas surpresas irão ocorrer, isso fica eminente já no começo do longa. A questão é, mesmo sabendo disso somos surpreendidos, entendem? Bem, vocês vão ver.

Na trama, após oito anos dos acontecimentos do último filme, um novo maluco surge na área, Bane, um cruel inimigo, quer destruir toda Gotham City. Esse vilão aparece em um momento chave, o Batman que conhecíamos perdera credibilidade e nunca mais aparecera. Porém, agora é o único que pode derrotar o novo terrorista. Assim, o Cavaleiro das Trevas ressurge para proteger sua cidade, ter novas auto-descobertas e tentar reconquistar o respeito de todos os cidadãos novamente.

Reza a lenda que todo filme precisa de 15 minutos para envolver o público. Christopher Nolan precisa de apenas  1 minuto e meio para conseguir a atenção de todos que estão dentro da sala de cinema. A cena inicial é muito bem dirigida, impecável, inovadora, tornando-se um grande abre alas para essa fantástica produção. Como um todo, podemos dizer que esse novo filme do Batman é uma trama madura, dirigidas pelas mãos corajosas de um dos grandes diretores dos nossos tempos.

Christian Bale é o melhor Batman que já existiu. Entende de cabo a rabo seu personagem e principalmente as imperfeições do mesmo. Bruce Wayne aos olhos de Nolan é ótimo, muito, por ser vulnerável. Isso faz qualquer pessoa querer ser o Batman uma vez na vida. John Blake, que também merece destaque, é um grande personagem, faz elos com grande parte da história, méritos do jovem Joseph Gordon-Levitt. Será visto outras vezes pelos cinéfilos, podem ter certeza. Anne Hathaway (a mulher gato que tenta mas não consegue superar a eterna Michelle), Marion Cotillard, Gary Oldman, Michael Caine, Morgan Freeman, também preenchem muito bem todas as lacunas restantes com seus respectivos papéis na história.

Sim, Heath Ledger interpretou de maneira assustadoramente perfeita o último vilão da franquia, porém, dêem uma chance a Tom Hardy. Seu personagem Bane (que carinhosamente vou chamar de “Bronson Bane” por conta do físico de MMA de um antigo papel interpretado pelo artista inglês) é um torturador de almas, sem coração que faz de tudo para destruir a cidade natal do homem morcego. Podemos analisar como um tirano, liderando uma revolta contra os poderosos de Gotham, trazem analogias à governos, ditadores, Karl Marx e Socialismo. É ou não é uma fita profunda, inteligente? Que contempla o espectador com uma ficção de alto nível.

O filme faz você pensar como os personagens, isso é raro. Questionamentos interessantes vão aparecendo, como por exemplo: “A cidade precisa do Batman ou do Bruce Wayne?” Ao mesmo tempo, Alfred (o famoso mordomo) está em conflito interno, luta para que Bruce Wayne não volte a ser o super-herói de outras épocas. ‘Bronson Bane’ e sua voz impactante (principalmente para quem for assistir o filme no ‘Imax’) participa de praticamente todas as cenas de ação da fita e tem um importante  passado que é aberto aos poucos ao público durante o longa.

Para não estragar as surpresas, digo apenas algumas coisas nessas linhas finais: O desfecho é espetacular, surpreendente, resumindo... espetacular! Não deixem de assistir esse que tem grandes chances de ser considerado ‘o filme do ano’. Nunca duvidem de Nolan, nunca!  






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