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Crítica do filme: 'As Aventuras de Tadeo'


Você sabia que o tempo muda a percepção das coisas? Dirigido por Enrique Gato, As Aventuras de Tadeo, tinha tudo para ser um desenho sem pretensões, superficial, com o objetivo apenas de tirar boas risadas do espectador. Só que o filme vai além. Com uma abertura muito legal, a animação espanhola indicada a 13 prêmios Goya nesse ano fala sobre o medo de maneira leve e descontraída. É educativo. Um desenho inteligente que foge das explicações rasas e banais. É infantil? Sim! Só que lembra muito os filmes do Indiana Jones.

No filme, que conquistou a maior bilheteria de animação esse ano na Espanha, acompanhamos o jovem sonhador Tadeo, que possui um sonho de ser um arqueólogo assim como seu pai (esse, faleceu quando Tadeo tinha 5 anos).  Certo dia, após ser demitido, pela sétima vez, busca a ajuda de um professor que acaba o colocando no rumo de uma grande aventura. A bordo de um mini fusquinha futurístico, o carismático protagonista queixudo viaja até a América do Sul ao lado de amigos que o ajudarão a decifrar um grande segredo da humanidade.

Citações de Einstein, brincadeiras com músicas do Ricky Martin, o longa de animação espanhol (recheado de músicas americanas) é repleto de elementos interativos que geram risos nas crianças e reflexões nos adultos. É um filme para toda a família! Enrique Gato conseguiu uma fórmula muito interessante de divertir e ensinar através das telonas.

Os personagens coadjuvantes são irreverentes, divertindo o público com situações hilárias. O muambeiro mexicano que gosta de novela leva o espectador a intensas e constantes gargalhadas, a jovem ‘Tomb Raider’ que possui um ‘Angry Birds’ que leva e traz cartas, além de ser escudeiro nas perigosas aventuras que se metem.  A maneira como o mundo da arqueologia é levado às crianças tem uma história com potencial de ser um bom desenho animado no formato televisivo.

Um ótimo programa para levar a criançada! Não percam! Dia 08 de fevereiro nos cinemas!


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