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Crítica do filme: 'Behind Blue Skies (Himlen är oskyldigt blå)'

Escrito e dirigido pelo cineasta sueco Hannes Holm (Um Homem Chamado Ove), Behind Blue Skies é uma história que foca no desenvolvimento da adolescência e as inúmeras portas que se abrem quando estamos vulneráveis sobre o que faremos de nossas vidas. Baseado em fatos reais,  o longa-metragem, exibido no prestigiado Festival de Toronto anos atrás mostra todo o talento de Holm e seu raio-x completo sobre seus fortes personagens.

Na trama, ambientada na década de 70, conhecemos o jovem Martin (Bill Skarsgård - o Pennywise do novo It – A Coisa) que vive uma vida difícil ao lado de sua mãe e seu pai, esse último alcoolatra agressivo. Pensando em novos ares, consegue um trabalho de verão no prestigiado e exclusivo Royal Yacht Club localizado em Estocolmo. Mesmo no início não sendo tudo que ele tinha imaginado, nesse novo lugar conhece o primeiro amor da vida e se envolverá nas falcatruas do trambiqueiro Gösta (Peter Dalle) o que se tornará um dos maiores escândalos de todos os tempos na história do crime sueco.

O roteiro é muito bem feito, começa mostrando todo o foco familiar importante na vida do protagonista e todos os problemas em casa envolvendo o alcoolismo do pai, depois navega na linha tênue entre a amizade e o desprezo com as lentes colocadas em cima da amizade com um amigo de infância de Martin, após sua chegada ao clube privado, começa a descobrir as verdades sobre o mundo de aparências que existe naquela região.


O  ponto alto da trama é a estranha amizade patrão e empregado que Martin tem com o Gosta (ótima atuação de Peter Dalle). Cumprindo uma lacuna em aberto no campo da amizade e outra no campo da paternidade, a relação entre os dois é bastante complexa, envolvendo ambição, dinheiro e choque no idealismo de viver a vida. Toda a trama, a partir do segundo ato, se desenvolve por meio desses dois personagens levando a história a uma sucessão de inconsequências onde define-se com um desfecho satisfatório e dando margem aos sonhos do protagonista.


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