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Crítica do filme: 'Escobar, a Traição'


Após vários filmes, séries, mini séries, chegou aos cinemas brasileiros na semana passada (23) mais um projeto sobre o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. Em Escobar, a Traição acompanhamos com mais profundidade o relacionamento amoroso que teve como uma famosa jornalista colombiana enquanto subia cada vez mais na cadeia de comando do tráfico de drogas. No papel principal, o vencedor do Oscar Javier Bardem que com bastante maestria, coloca sua contribuição nesse papel que já fora de diversos atores. Penélope Cruz, também vencedora do Oscar, interpreta Virginia Vallejo, a jornalista que acaba se envolve com Escobar e vê sua vida mudar drasticamente. Bardem e Cruz são casados na vida real, e esse é o quinto filme que atuam juntos.

Na trama, baseado no livro de memórias da jornalista Virginia Vallejo, Amando a Pablo, Odiando a Escobar, conhecemos a rotina de Pablo Escobar (Javier Bardem), um dos mais famosos traficantes sul-americanos e toda a estrutura que monta no apoio a políticos, e das estratégias da chegada das drogas que produz até os Estados Unidos. Conforme vai crescendo na cadeia de poder, mais fica em evidência de órgãos norte americanos. Nessa mesma época, ele começa um ardente romance com a jornalista Virginia Vallejo (Penélope Cruz).

Longe de ser somente uma história de amor, mas com muitas marcas na vida dos envolvidos, o filme navega pela consolidação de Escobar com seu negócio ilegal, a curta carreira política e a idolatria que tinha nas áreas de periferias da grande Colômbia. A vida amorosa do narcotraficante também é bastante detalhada, principalmente o envolvimento com Vallejo. Os arcos são bem definidos e se juntam em certos pontos. Paralelo ao corte central do romance, vemos o crescimento e as atitudes impensadas de Escobar para ter cada vez mais poder, o que o leva a ruína quando as autoridades apertam o cerco.

Ao longo de cerca de duas horas de projeção, Escobar, a Traição é mais um capítulo, com mais uma faceta mostrada, da história desse poderoso homem que conseguiu mandar e desmandar em um país repleto de corrupção naquela época.

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