Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'John Wick 3: Parabellum'


O herói ou anti-herói que empolga as poltronas de todo o mundo. Com um faturamento até agora de cerca de 250 milhões de bilheteria ao longo de toda sua franquia, mais um capítulo eletrizante da saga do carismático personagem John Wick voltou aos cinemas de todo mundo pouco tempo atrás para desbancar outros champions de bilheteria. Dirigido pelo mesmo cineasta dos outros filmes da franquia, Chad Stahelski, John Wick 3, segue a mesma fórmula e consegue ser ainda melhor que os outros filmes da franquia. Um projeto explosivo para amantes dos filmes de ação.

Na trama, acompanhamos a correria na vida do assassino John Wick (Keanu Reeves) que está em luta, desde o fim do filme anterior, para sair de Nova York quando um baita contrato de 14 milhões de dólares faz dele o principal alvo do mundo dos assassinos. Para tentar uma chance nessa loteria mortal, Wick precisará restabelecer contatos de seu passado e contar com muito gás e explosão para seguir vivo.

John Wick 3 chegou aos cinemas brasileiros semanas atrás e para, pasmem, surpresas de muita gente, virou líder de bilheteria em pouco tempo no circuito durante um certo período mesmo com altas concorrências. Mas porquê? Simples, é uma franquia adorada por muitos cinéfilos e também pelo público que vai pouco ao cinema; tem no seu protagonista, interpretado com maestria e dedicação pelo astro Keanu Reeves, o retorno do heróis ou anti-heróis dos anos 90; as cenas de ação são espetaculares e o roteiro com muito ritmo e com altas tiradas de humor sangrento. Conseguiram encaixar uma fórmula fantástica, sempre com finais abertos para o próximo filme.

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...