Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Atentado ao Hotel Taj Mahal'

Os horrores do fanatismo e as guerras onde sofrem coadjuvantes. Recriando fatos reais que aconteceram no ano de 2008 na Índia e que causaram dor e sofrimento para centenas de pessoas, o cineasta Anthony Maras chega aos cinemas essa semana com o tenso e angustiante Atentado ao Hotel Taj Mahal. A modelagem do roteiro segue o padrão de filmes com várias pontos de vistas, subtramas, histórias que se preenchem com o assunto tema de background.  Alguns arcos não se definem por completo mas o clima de tensão funciona, envolvido em uma ótima trilha sonora.

Na trama, conhecemos primeiramente o jovem, esforçado e pai de família Ariun, um homem humilde que trabalha como garçom no luxuoso restaurante do Hotel Taj Mahal. Certo dia, um grupo islâmico executa ataques mortais pela cidade de Mumbai e parte de seus elementos conseguem entrar no hotel Taj Mahal. Assim, Ariun e o conhecido chef Hermant Oberoi tomam a frente na liderança e proteção aos hóspedes, junto a eles se encontra um casal que se arrisca ao máximo para chegar ao seu filho recém nascido que está no quarto com a babá.

O clima de tensão, envolvida em uma ótima trilha, é o ponto alto da trama. As cenas são muito bem feitas e há ótimas atuações do vasto elenco. Recriar realidades é sempre complicado, taí a maior dificuldade desse projeto, não conseguir arcos bem estruturados, se perde em alguns momentos por conta das diversas linhas de acontecimentos instantâneos. Mesmo com essa observação, curiosamente, a evolução do filme anda no tom certo criando o elogiado clima em forma de vários momentos de climax.

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'De Sombra e Silêncio'

A cumplicidade em meio a um mar de descobertas. Diretamente de um país da Europa central com ótimas contribuições à sétima arte, a República tcheca (ou atualizado, Tchéquia), o longa-metragem De Sombra e Silêncio de forma objetiva e sem muita delonga transforma um segredo familiar em um pilar de acontecimentos surpreendentes  que rumam para o imprevisível. A vida do veterinário Martin ( Marian Mitas ) passou por uma enorme transformação após um acidente de trabalho, fato esse que o deixou em uma situação estável mas bastante limitada, sem falar e com sérios problemas. Para cuidar dele, a esposa Erika ( Jana Plodková ) entra logo num embate com a sogra Dana ( Milena Steinmasslová ), com quem nunca teve boa relação. Com a chegada de uma outra mulher nessa história, segredos do passado vai sendo passados a limpo culminando em uma série de situações surpreendentes. Umas das chaves do roteiro assinado - pelo também diretor da obra - Tomas Masin é gradativamente empilhar camadas em...

Crítica do filme: 'Minha Família quer que eu Case'

Não é preciso se reinventar, somente entender. Flertando com os clichês dos filmes românticos água com açúcar mas com algumas bonitas mensagens que chegam de maneira muito objetiva, o longa-metragem britânico Minha Família Quer que Eu Case pousa seu refletir nas tradições culturais e nas várias camadas do que seria amar. Dirigido pelo cineasta paquistanês Shekhar Kapur , com roteiro assinado pela britânica Jemima Khan, o projeto aborda de maneira encantadora, com personagens carismáticos, os dilemas provocados pelo pensamento contemporâneo e as raízes conservadoras. Na trama, conhecemos a documentarista Zoe ( Lily James ), uma mulher já na casa dos 30 anos, independente, que se dedicou nos últimos anos de sua vida à carreira profissional com poucas aberturas para amores e paixões. Certo dia, tem uma ideia para um próximo documentário que consiste em filmar a vida do seu vizinho de infância, o oncologista Kaz ( Shazad Latif ) que está prestes a se casar em um casamento arranjado, de a...

Crítica do filme: 'Matar Jesus'

Os questionamentos ao poder, a inconsequente justiça com as próprias mãos. Exibido no Festival de Toronto no ano de 2017, Matar Jesus , escrito e dirigido pela cineasta Laura Mora Ortega é um recorte impactante de um choque entre dois mundos, duas realidades dentro de uma mesma cidade. Uma tragédia inesperada. Uma família em dúvidas sobre o futuro em uma cidade tomada pela criminalidade. Uma jovem em busca de respostas e justiça. Um filme que gera uma dezena de reflexões. Potente fita colombiana. Na trama, conhecemos a jovem e alegre Lita ( Natasha Jaramillo ), estudante de fotografia, universitária, que tem uma grande admiração pelo pai, um professor universitário. Certo dia, após voltar para casa de carona com seu pai Lita presencia o terrível assassinato do mesmo por dois bandidos em uma moto. O tempo passa e Lita parece estar perdida com a absurda falta de sensibilidade da polícia local e sem nenhuma notícia sobre a justiça no caso. Dois meses após a tragédia, em uma boate, acab...