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Crítica do filme: 'Esquadrão 6'


O que fazer quando não morremos de verdade mas não existimos mais para os outros? Lançado ontem (13.12) na Netflix, Esquadrão 6 é um show de clichês mal executados com atuações caricatas e personagens nem um pouco carismáticos. Além do ritmo frenético em um roteiro recheado de problemas, tudo fica muito confuso na tela. Dirigido pelo maior destruidor de cenários/motos/carros de cinema do planeta, senhor Michael ‘boom’ Bay, o filme recebeu um bom marketing no Brasil, trazendo até o astro canadense e protagonista do filme, Ryan Reynolds, para a concorrida CCXP que aconteceu em SP na última semana. Pena que o filme em si deixou bastante a desejar.

Na trama, que começa de maneira frenética, conhecemos Um (Ryan Reynolds), um bilionário que após viver de perto horrores contra inocentes, resolve ‘se matar’ de mentirinha e passar a viver escondido em lugares onde nunca fora visto. Além disso, começa um projeto de comandar uma equipe de pessoas sozinhas no mundo mas habilidosas em suas áreas que vão ajuda-lo a combater as mentes do mal pelo planeta. Cada um deles é conhecido por um número. Numa reunião de idas e vindas via flashbacks durante a ação principal, vamos conhecendo alguns recrutamentos e um pouco mais da história de toda a equipe.

Forte candidato ao framboesa de ouro, Esquadrão 6 peca na forma de contar a história, um básico dos roteiros. Arriscando tudo numa estratégia não linear, entre uma explosão e outra, o que conseguimos captar não é o suficiente para sairmos satisfeitos ao longo das mais de duas horas de projeção. É o tipo de filme que você não para de olhar para o relógio para saber se está acabando. Talvez se houvesse mais explicações sobre a origem da criação do grupo poderia ter se criado um elo maior sobre as consequências que vemos nas ações dos personagens, isso provavelmente não foi feito porque já fizeram o primeiro filme pensando em uma sequência.

Com muitas comédias no currículo, Ryan Reynolds resolve entrar de vez no mundo dos filmes de ação, principalmente após o sucesso de Deadpool. Mas não serão todas as vezes que vai acertar. Em Esquadrão 6, sua famosa mescla de comédia dentro dessas ações caem por água abaixo, falta força na história.  

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