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Crítica do filme: 'Mais que Amigos: Vizinhos'


O mundo e suas incertezas. As reflexões de uma sociedade em eterna crise. Abordando várias óticas e situações que muitos de nós vivemos durante o tempo de lockdown por conta da Pandemia da Covid, Mais que Amigos: Vizinhos, disponível na Netflix, é uma comédia dramática francesa que nos faz refletir sobre as mudanças que passamos por todo esse tempo. Dirigido por Dany Boon, que também roteiriza e atua, o filme promete emocionar bastante pelas lindas mensagens que contém. Sabíamos que muitas produções viriam para retratar o acontecimento histórico e marcante que está sendo nosso combate ao terrível vírus da Covid que infelizmente já tirou a vida de muitos em todo o planeta. O projeto busca retratar situações mas também não deixa de ser crítico (mesmo que de maneira superficial) e de se manter na linha da esperança.


Na trama, conhecemos as rotinas de confinamento de uma grupo de pessoas de um prédio de classe média em Paris, que mal se falavam mas que agora estão resguardados em casa por conta do vírus da Covid. Tem um casal que está em crise, um homem que enlouqueceu com o medo de ter o vírus, uma advogada criminalista que está fazendo as audiências de casa, um humilde zelador que está com a esposa internada com Covid, tem o dono de um laboratório que busca seu prestígio nunca tido na busca para uma solução contra o vírus, tem o personal trainer bem burrinho que deixa de lado a esposa grávida para se dedicar aos seus vídeos de exercícios físicos, tem o empresário belga que não sabe ser amoroso com as pessoas, a dona de um bar fechado por conta do lockdown. Assim, vamos vendo os dramas e situações dessas almas em busca de entendimentos sobre esse momento em que todos no mundo passam.


Navegando nas relações, abrem-se brechas para refletir sobre momentos do início do sinal vermelho ao mundo e a necessidade de lockdowns para um controle mais eficaz do vírus. A falta de adoção da máscara mostra as falhas na comunicação no início da guerra contra o vírus, não sei se veio como crítica mas podemos interpretar assim. As situações tragicômicas ganham contornos profundo, desde a apresentação das autorizações que precisavam ter para saírem de casa em parte da Europa, na França inclusive. As licenças poéticas acabam deixando as subtramas distantes de um sentido mais amplo mas de alguma forma a mensagem chega ao espectador. Esse é um filme que podemos mostrar para as futuras gerações, mesmo não sendo impactante ou mesmo perfeito, retrata de maneira certeira muitas das situações que muitos viveram.

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