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Crítica do filme: 'Exorcismo Sagrado'


As facetas do medo. Chegando ao circuito exibidor brasileiro nesse início de 2022, o longa-metragem Exorcismo Sagrado busca explorar a questão do sacrilégio em paralelo a uma necessidade de gerar sustos a todo instante. Essa co-produção México, Venezuela e Estados Unidos, dirigida por Alejandro Hidalgo, possui uma trama rasa que se desenvolve em arcos confusos dentro de um forçado clima de tensão. Uma coisa é certa: não podemos negar que Hidalgo é cinéfilo! Podemos encontrar algumas referências à outros filmes em determinadas cenas.


Na trama, acompanhamos um padre norte-americano chamado Peter (Will Beinbrink) que vai trabalhar no México e acaba participando de seu primeiro exorcismo. Durante a situação, na batalha contra as forças do mal, acaba cometendo um sacrilégio que é filmado mas somente ele tem a cópia da fita. Quase 20 anos se passam um outro exorcismo necessita de sua ajuda e ele agora precisará enfrentar os atos cometidos no passado para combater o presente. Ele contará com a ajuda do padre e experiente exorcista Michael (Joseph Marcell).


As teorias, segredos e muitas questões escondidas dentro do universo da igreja católica ao longo dos tempos sempre foi algo que chamou a atenção de muitos realizadores na hora de escreverem seus roteiros. Aproveitando esse gancho, Hidalgo e cia buscam um recorte que liga o pecado ao conflito de um personagem constantemente perturbado.


As referências ao clássico O Exorcista são inúmeras. O foco acaba sendo como se criar o susto, ou pelo menos o clima de tensão, dentro de uma história que não é nada profunda. Todo filme de terror, de alguma forma, passa por essa questão. Aqui não é diferente.



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