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Crítica do filme: 'TQM'


As linhas complicadas de uma história familiar. Buscando apresentar o caos dos experimentos de uma médica dentro de sua família, mexendo com a loucura e as características de pessoas presas a uma situação muito específica, TQM, escrito e dirigido pelo cineasta Oren Stambouli, em seu primeiro longa-metragem do currículo é um filme que busca a tensão a todo instante. Os caminhos que o mesmo navega para buscar um ar de originalidade dentro de uma mistura de gêneros cinematográficos acabam naufragando em um roteiro crendeiro.


Na trama, conhecemos três irmãos extremamente mimados a vida toda que estão reunidos em uma casa em Miami para discutir com advogados sobre o testamento de sua mãe (que ainda está viva). Chegando nesse lugar, se junta a eles um jovem com transtorno de personalidade e todos acabam logo percebendo que estão presos em uma armadilha feita pela própria mãe, uma das psiquiatras mais prestigiadas do México em uma equação que tem tudo para não terminar nada bem.


Buscando surpreender em um roteiro superficial dentro de linhas simplórias o filme não consegue encostar no drama que chega ao público por meio de memórias do passado de três irmãos completamente desconectados uns dos outros e lutando bravamente, talvez a única luta deles na vida, em não perder a bolada que a mãe pode vir a deixar de herança. Sobre isso, uma análise mais ampla seria necessária mas o foco aqui nesse projeto acaba sendo o suspense até mesmo um plot twist raso que não surpreende muito.


Se formos pensar na questão médica, do experimento contra a própria família, vemos aí um caso também grave ligado à inconsequência para se chegar a respostas dentro de análises rasas e com fortes iminências à tragédia. TQM está disponível na Amazon Prime Video.



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