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Crítica do filme: 'E agora, meu amor?'


A fuga dos clichês de forma leve e descontraída. De maneira despretensiosa e abordando a gravidez inesperada após um único encontro, no final da década de 90 chegava aos cinemas a comédia romântica E agora, meu amor?, um dos ótimos trabalhos na telona de Matthew Perry, um do astros do lendário seriado Friends que nos deixou recentemente. Dirigido pelo cineasta norte-americano Andy Tennant (de sucessos como: Hitch – O Conselheiro Amoroso, Para Sempre Cinderela e Doce Lar) com roteiro assinado pela dupla Joan Taylor e Katherine Reback, caminhamos pelas estradas conflituosas do amor com uma dupla de protagonistas carismáticos.


Na trama, conhecemos Alex (Matthew Perry), um engenheiro que tem a grande chance de sua carreira profissional ao ser designado para supervisionar um projeto de construção em Las Vegas. Em uma noite, nesse lugar, acaba conhecendo Isabel (Salma Hayek), uma jovem com quem passa uma única noite. O tempo passa e Isabel volta a cruzar o caminho de Alex ao descobrir que está grávida. Buscando se entenderem, mesmo sem se conhecerem, o casal resolve enfrentar os conflitos de uma união e a chegada do primeiro filho.


O filme bate na tecla das tradições culturais, esse é o principal conflito enfrentado pelos personagens. Isabel uma descendente de mexicanos, Alex um playboy norte-americano com a família cheia da grana. O choque entre as duas formas de pensar e viver a vida das famílias se torna um ingrediente interessante para os conflitos que passam os protagonistas. Buscando se entenderem, o caminho de descobertas e novos rumos se reúnem em uma narrativa leve e espontânea aproximando os personagens do público a cada cena.


A questão da gravidez é um outro ponto interessante. O que fazer quando você descobre que engravidou um alguém que nem conhece direito? Será essa situação suficiente pra o nascimento de uma história de amor? Rodado no intervalo das filmagens entre a segunda e a terceira temporada de Friends, o filme retrata essa realidade, os dúvidas e escolhas de forma divertida mas sem perder a seriedade da situação. Completamente confusos sobre o que fazer, os pombinhos resolvem se arriscar no universo da incertezas e responsabilidades em cenas que mostram essa caminhada de forma bastante honesta, divertindo o público em muitos momentos.


Com uma ótima trilha sonora que vai de canções de Enrique Inglesias até Elvis Presley, E agora, meu amor? ainda é um filme pouco lembrado, até mesmo subestimado. Um dos grandes méritos da produção é uma eficiente fuga dos clichês, como se remodelassem conceitos do lugar comum de um comédia romântica transformando algo mais próximo da realidade. Seus dramas e conflitos são absorvidos rapidamente fruto de um adamento detalhista de Tennant e sua equipe.


Mesmo não indo muito bem nas bilheterias, com um lucro na casa dos 10 milhões de dólares, valor muito abaixo quando pensamos em projetos de sucesso em bilheterias, o filme é carinhosamente lembrado por muitos que o assistem, talvez pela forma leve e descontraída de mostrar o construir de uma vida de forma às avessas, já com um filho a caminho. Para quem quiser conferir, o filme está disponível no catálogo da HBO Max.



 

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