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Crítica do filme: 'Exterritorial'


Uma mãe em busca do paradeiro do seu único filho é o ponto central de Exterritorial, longa-metragem alemão que chegou na Netflix nesse primeiro semestre de 2025. Com a ação misturada no drama não se mostrando eficiente, ficando evidente um desequilíbrio provocado pela falta de criatividade, achismos, absurdos longe de qualquer realidade e uma porção de clichês, o projeto escrito e dirigido por Christian Zübert é mais uma decepção que chega nas plataformas de streamings.

Sara (Jeanne Goursaud) é uma ex-soldada que serviu nas forças especiais alemãs no Afeganistão. Mãe solteira, busca uma vida melhor junto com seu filho. Decidida a se mudar da Alemanha para os Estados Unidos, lar do falecido pai da criança, vai em busca do seu visto de trabalho no consulado norte-americano em Frankfurt. Durante sua presença no local, seu filho some e ela precisará encarar vários desafios para descobrir seu paradeiro.

A fuga do bom senso para com a realidade, do óbvio, é um calcanhar de aquiles que segue durante a projeção. Não é possível imaginarmos um jogo de gato e rato dentro de um consulado norte-americano sem que não tenha uma rápida solução! Nesse mundo imaginativo que é colocado no roteiro, dribles inacreditáveis no maior centro de segurança do mundo são vistos aos montes. É pulo de sacadas, roubos facilitados de cartões de acesso, protagonista que dribla de todas as formas seus obstáculos. Em resumo, um show de cenas absurdas que se desvincula dos pés no chão.  

A estrutura da parte de ação dramática (conflitos, complicações, desfechos...) é um verdadeiro caos. O maior exemplo disso é o terrível uso da condição de transtorno pós-traumático – vivido pela protagonista - uma questão que sempre gera boas reflexões e que aqui se prende num quarto vazio mencionado apenas em situações de risco, pouco desenvolvido e dado como justifica para qualquer revés. Definições simplistas são algo constante nesse longa-metragem de 110 minutos.

Desde o seu início da pra perceber que o foco é total na ação, como se o bom entretenimento se resumisse a isso. As coreografias dos combates são bem executadas mas completam apenas a camada superficial da jornada da heroína. Havia tanto para ser explorado! A personagem principal é muito mal desenvolvida e isso é quase um atestado de fracasso.


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