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Crítica do filme: 'Além do Tempo'


Como viver após uma tragédia? Olha, tem alguns filmes que realmente conseguem passar toda a força das emoções por mais duras e inalcançáveis que elas sejam. O drama holandês Além do Tempo - completamente perdido lá no catálogo da Prime Video – nos apresenta uma história em duas linhas temporais sobre o caos emocional da perda, no entendimento do luto, na visão de pessoas que se amam que tiveram esse amor marcados por uma tragédia.

No início dos anos 80, tudo ia bem na vida dos jovens apaixonados Johanna (Sallie Harmsen) e Lucas (Reinout Scholten van Aschat) que estão à bordo de um cativante navio viajando por lugares lindos junto de seu filho, Kai. Certa hora, em pleno alto-mar, eles percebem que a criança sumiu e aos poucos o desespero daquela situação viraria uma página triste na história deles. Décadas mais tarde, eles se reencontram e muito do não dito vem à tona.

Filmado em Portugal, Malta, Republica Dominicana e na Holanda, Além do Tempo pode ser dividido em duas partes complementares que a narrativa envolve numa espécie de vai e vem como se fossem peças de um profundo marcante quebra-cabeça emocional. Na primeira, vemos a consolidação da tragédia e os primeiros passos após. Na segunda, unindo a arte com as lembranças transforma esse projeto em algo bem especial.

O luto e a dor são variáveis constantes por aqui. Vemos num mar de tristeza o desenrolar de uma deteriorização de uma forte paixão. A tragédia se une nesses pontos, mostrando de forma visceral os curtos caminhos rumo a um ‘seguir em frente’ e as difíceis decisões que podem conter nessa estrada sem volta na fuga pela dor. Com uma pequena reviravolta em seu desfecho rumamos para reflexões sobre os altos e baixos.


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