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Crítica do filme - 'As Neves de Kilimanjaro' (2012)

Dirigido pelo cineasta francês Robert Guédiguian, “As Neves de Kilimanjaro”, é um drama comovente que fala sobre sindicato, família, amizades e traição. O filme chega a emocionar a partir do momento que você se conecta com a história, fato que pode ocorrer em vários momentos. Os obstáculos que surgem nas vidas dos protagonistas acabam sendo grandes testes para ver como é forte essa relação entre esposa e marido.

Na trama, conhecemos Michel (Jean-Pierre Darroussin, que dá um show em cena) logo quando ele perde o emprego, por meio a um sorteio indigesto. Mesmo com essa nova pulga atrás da orelha continua levando uma vida feliz com Marie-Claire (Ariane Ascaride, maravilhosa atriz) sua simpática e trabalhadora esposa. Ambos adoram reunir a família (filhos, genros, netos, amigos) para qualquer tipo de festividade, contagiando muitos ao seu redor. Como em todo filme de drama, ocorre uma situação constrangedora envolvendo Michel e Marie-Claire, fruto de inveja e má intenção de um rosto conhecido do casal, levando os mesmos a uma luta para decidir o que é certo fazer.

Um filme interessante no quesito família. Vemos a todo momento uma união bem forte entre o casal. Ambos enfrentam dificuldades desde sempre (a esposa chegou a desistir do sonho de ser enfermeira) e a situação só piora com o desemprego surpresa da parte masculina dessa história. Mesmo assim, eles não desistem e o espectador acaba se identificando com essa dupla torcendo para que eles consigam superar mais um obstáculo que chega em forma de traição, da confiança de um terceiro elemento que os conhece.

É o tipo de fita que gera algumas reflexões já em seu desfecho. Será que tomaríamos as mesmas decisões que o casal? Até onde temos que ir para superar um fato lamentável de nossas vidas? Bem, a única certeza disso tudo é que você precisa ir correndo ao cinema conferir esse ótimo trabalho!

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