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'Boi no Mato' e 'Teatro em Jampa Vive' [Fest Aruanda 2025]


Boi no Mato

Apresentando uma breve e, em certos pontos, eficiente ‘Sinfonia do Vaqueiro’, o curta-metragem Boi no Mato, de Ana Calline, busca uma atmosfera que transita entre sensações e cotidiano, dentro de um sentido cultural que vai da coragem à vida selvagem enraizada na cultura sertaneja. Logo, solta na tela a identidade e resistência se juntando ao pertencimento, ligados ao vínculo afetivo e às tradições de toda uma região.

A narrativa tenta estabelecer elos para prender a atenção do espectador; as imagens geram impacto, embora muitas vezes faltem algumas explicações - certos porquês - especialmente para quem não conhece sobre o tema abordado. Mesmo com esse detalhe que fragiliza a narrativa, o alcance do entorno progride, deixando margem para reflexões sobre a força da dimensão cultural, da memória e da resistência.

 


Teatro em Jampa Vive

Com mensagens diretas e uma comunicação objetiva, de finalidade essencialmente promocional, o curta-metragem Teatro em Jampa Vive, de Kelly Freire Moreira, se limita ao formato de vídeo institucional ao colocar em evidência artistas e suas trajetórias pelos palcos de João Pessoa, na Paraíba. Embora cumpra o papel de comunicar e registrar a memória artística de toda região – algo válido e importante -, o filme deixa de explorar as experimentações cinematográficas que poderiam enriquecer o projeto.

Sanzia Pessoa, Buda Lira, Sôia Lira, Vittor Blam, Fabíola Ataíde, Raymon Farias são alguns nomes que entregam depoimentos ligados à memória da cultura pessoense. Essa riqueza cultural é sentida por meio das falas desses artistas. A questão é que, nesta obra, não se fura a bolha das fragilidades narrativas que se apresentam a todo instante, com um comprometimento excessivo com uma linguagem meramente funcional. Liga-se a câmera, preenche com depoimentos – com pouca ilustração do que é dito – junta-se tudo e faz-se um filme. Muito pouco, não é?

 

 

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