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Crítica do filme: 'A Filha do Pai'


“O Sonho de um amor, um amor que dure para sempre”. 

A beleza das sequencias iniciais acoplada a uma belíssima trilha de Alexandre Desplat ao fundo já enche o espectador de entusiasmo para conferir o primeiro filme do argelino Daniel Auteuil como diretor, “A Filha do Pai”.  Com ótimos diálogos, personagens cativantes, o longa conquista o público de maneira instantânea. Há risadas e mais risadas do público que se diverte muito ao longo da fita. Mas o filme não é apenas cômico, tem a essência voltada ao drama da protagonista por isso também comove e deixa a plateia com um prato cheio para se emocionar também.

A trama, que tem o roteiro baseado em um livro de Marcel Pagnol, conta a história de Patricia, filha do poceiro Pascal que engravida do jovem piloto de avião Jacques Mazel, que desaparece dias depois, pois, seu avião fora abatido na guerra. Após saber da notícia da gravidez, Patricia é expulsa de casa pelo pai e seus sogros se recusam a reconhecer a criança. Após alguns meses, alguns reencontros e tentativas de perdão tomaram conta do filme até o seu desfecho muito bonito.

A delicadeza e a ingenuidade da jovem protagonista (interpretada pela bela Astrid Bergès-Frisbey) entram em conflito com a maturidade que há dentro da mesma. É um embate injusto: a guerra entre os homens separam a jovem de seu primeiro e grande amor, seu pai que tanto ama a expulsa de casa e seus sogros não reconhecem seu primeiro filho. O longa prova uma grande lição de moral em relação a muitos aspectos.

Daniel Auteuil está impecável na pele do pai, poceiro, machista que toma decisões precipitadas e se arrepende magistralmente de todas elas. Os críticos do mundo todo devem estar loucos de alegria, entramos para conferir o primeiro filme de Daniel e saímos com uma direção excelente e mais uma atuação de gala desse astro do cinema mundial.

O amor entre os corpos não precisa ser exposto na tela, precisa ser sentido. O filme fica muito mais bonito da maneira trivial que fora feito. Daniel Auteuil, tem muitos méritos, e consegue deixar o filme acessível a todas as idades. E falando de interação com o espectador, o personagem Felipe é ótimo. Méritos para o ótimo artista argelino Kad Merad.  Muito da trama passa aos olhos carismáticos desse ilustre personagem. Divertido e emocionante merece muitos prêmios por esse papel, o grande coadjuvante do ano até agora.

São minutos que os cinéfilos pedem para serem meses. Um filme maravilhoso, um dos melhores do ano, sem dúvida! Bravo! Merci Daniel!

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