Pular para o conteúdo principal

Crítica do filme: 'Os Mercenários 2'


'...o epicentro do riso são auto-piadas de personagens de outros tempos...'

Dirigido pelo cineasta inglês Simon West (diretor de “Con Air – A Rota da Fuga”), “Os Mercenários 2” é um filme de ação que conta com um recheio generoso e nostálgico de comédia onde o epicentro do riso são auto-piadas de personagens de outros tempos que também foram interpretados por esses famosos atores de longas de ação. Empolga a platéia gerando risos aos montes, vai agradar uma legião de cinéfilos.

Na trama, novamente somos guiados por Barney Ross e sua gangue de sanguinários mercenários bonzinhos a mais uma missão vingativa que envolve um terrorista que pretende vender plutônio para pessoas com intenções perversas. Após a contratação de mais um integrante à equipe, Bill, os mercenários seguem uma missão atrás de outra conseguindo com êxito eliminar seus objetivos. Mas, quando uma das missões falha e o jovem Bill é capturado pelo vilão ‘Grande Dragão’, Barney e seus amigos partem um busca de vingança e contam com a ajuda de John McClane, do ‘Terminator’, além de Braddock.  

O filme consegue ser superior ao primeiro em muitos aspectos. O roteiro não é nada diferente do que já vimos em outras fitas de ação, a grande sacada é a maneira como as ‘piadinhas’ conseguem um grande efeito nos diálogos dos personagens. É como se ‘Os Mercenários 2” fosse uma grande união de antigos astros falando: ”Nós estamos mais velhos mas sabemos fazer um filme deste tipo”!

Muitos podem dizer que é um longa de ‘ação/pastelão’ mas não é bem assim. Tem história, tem fortes personagens, tem uma boa direção. É muito mais do que uma simples reunião de atores que marcaram uma geração. É uma grande oportunidade para uma recente geração conferir nas telonas esses vovôs que sempre prendem a atenção quando aparecem! Diverte e por isso vale a pena ser conferido!  

Postagens mais visitadas deste blog

Crítica do filme: 'Vípuxovuko – Aldeia' [Fest Aruanda 2025]

Trazendo as reflexões sobre formas de organizações comunitárias, resistência cultural e gritos de identidade em uma aldeia urbana indígena no Mato Grosso do Sul, o curta-metragem Vípuxovuko – Aldeia parte para a ficção com muitas bases na realidade. O projeto surgiu de uma conversa do diretor filme, Dannon Lacerda , com a porteira do seu prédio, cujo sobrinho viria a se tornar inspiração para a obra. Selecionado para a mostra competitiva de curtas-metragens nacionais do Fest Aruanda 2025, a obra avança nas suas críticas sociais, muito bem articuladas a partir de um protagonista de raízes indígenas, que escapa de generalizações. Ele trabalha como entregador e também exerce a função de líder de sua comunidade, reivindicando direitos e protegendo seu povo das ações desenfreadas dos mecanismos do Estado.    A cultura indígena ganha registros através da fé, da cultura, da tradição e da preservação desses povos originários, que em muitos casos estão sempre na luta pela continuid...

Crítica do filme: 'Apocalipse Segundo Baby' [Festival É Tudo Verdade 2026]

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade. Se você ouvir esse nome por aí, talvez não sabia de quem se trata. No entanto, se falarmos Baby do Brasil – ou mesmo Baby Consuelo, como foi conhecida boa parte de sua carreira - as lembranças logo chegam. 18 anos depois do início do projeto, o documentário Apocalipse Segundo Baby, chegou às telonas brasileiras antes da sua estreia em circuito, através do Festival É Tudo Verdade. Com roteiro e direção de Rafael Saar , a obra toma um rumo corajoso desde seu início, fugindo de referências documentais conhecidas para se chegar em uma narrativa intensa, cheia de imagens e movimentos. Essa busca pela originalidade, na tentativa de traduzir o abstrato de uma personalidade plural, marcada por autorreflexões de Baby, segue apenas por essa perspectiva, com a ajuda de registros de apresentações marcantes. De Niterói a Salvador, passando por uma experiência marcante em Santiago de Compostela - ex-integrante do grupo Novos Baianos, que alcançou o sucesso a...

Crítica do filme: 'Zico, o Samurai de Quintino'

Um craque como poucos, dentro e fora de campo. Se você acompanha futebol - ou não -, já ouviu falar de Zico, um dos maiores camisas 10 da história do futebol mundial. Muito associado à nação rubro-negra, sua idolatria transborda para torcedores de outros times e outros países. Um figura exemplar, que preencheu páginas gloriosas desse esporte que é uma paixão nacional. Hoje, aos 73 anos, o galinho de quintino tem recortes de sua vida apresentados ao público no documentário Zico, o Samurai de Quintino , com estreia marcada para o próximo dia 30 de abril nos cinemas. Dirigido por João Wainer , o projeto busca um olhar amplo, construído desde seus primeiros passos na carreira até sua passagem pelo Japão, mostrando sua importância para a profissionalização do futebol naquela região – um legado visto até hoje -, com um recheio saboroso revisitando sua história profissional no Brasil.    O documentário segue por um modelo narrativo convencional, sem se arriscar, com entrevistas e...